Temer, através da súcia aliada na Câmara, vem arrotando grosso que jamais será apeado do poder. “Ninguém me enxotará do governo”, grita. E jura estar protegido nos flancos pelas forças necessárias constituídas de um poderoso contingente disposto a lutar até o fim contra seu afastamento. Por motivos óbvios, vem bajulando seus “guerreiros’, com exagerado puxa-saquismo, enquanto discursa que seu batalhão na Câmara é imbatível e vai repelir quaisquer investidas. Mas tais assopros de bravata vão se diluindo na medida em que recrudesce o barulho escandaloso dos seus envolvimentos. Por conta disso, não mais se duvida que a CCJ acolherá a denúncia de Janot. Esse presidente parece ter perdido o instinto de sobrevivência das velha raposas do seu partido. Fosse mais ardiloso teria pressentido os sinais alarmantes que chegam da Casa de Leis. Os ventos da rejeição a ele já sopram forte por lá. Não há mais aquele clima de oba oba contra a denúncia de Janot! A cada dia aumenta o número de deputados que não desejam se se empestear com o mau cheiro do seu nome. Tal como ocorreu a Dilma! Inevitavelmente, ele foi engolido pelo mesmo redemoinho que levou o governo da estabanada para o espaço. Já se deu início à debandada! Experimenta-se no Planalto as dúvidas e incertezas na fidelidade dos seus flecheiros. Todos, sem exceção, figuras do baixo clero que, por um motivo ou outro, mudam de camisa conforme a virada do vento. Aconteceu o mesmo à Dilma e se repetirá, agora. E, desta feita, a rasteira será ainda maior e se dará também por questões extremas de sobrevivência. Sabem que apoiando o atual presidente não poderão sobreviver, politicamente. Que visão terão os eleitores dos seus sacrifícios por um governante envolvido em crimes cabeludos ? É fácil concluir-se que o prazo de vida útil de Temer está vencido, pelos seguinte cenário na Praça dos Três Poderes: 1 – No parlamento já se vivencia os pruridos das campanhas para renovação de mandatos sendo certo que o mau cheiro do chefe executivo pode contaminar tudo; 2 – A certeza de que Janot, em mais alguns dias, protocola no STF outras duas denúncias por lavagem de dinheiro e obstrução de justiça, drama que judicializará ainda mais o curto mandato; 3 -Rejeição ao próprio estado político cadavérico do presidente que pode se estender exalando até 2018. 4 – O envolvimento atabalhoado do mandatário em seguidos tropeços de crimes cabeludos, ficando impedido de governar, apenas limitado a se defender; 5 – O nome de Temer já proscrito nos partidos de esquerda e direita, ninguém o quer, as negociações se amarrarão em torno de Rodrigo Maia, nos limites constitucionais. 6 – As naturais dificuldades do curto mandato judicializado e policiado até 2018 impossibilitando manobras eleitoreiras e patifarias. Como se verifica , nada mais se pode esperar desse governo. Está definitivamente morto. Esticar o velório até 2018 trará consequências traumáticas de mais sofrimento ao povo. Chegou a hora de fechar o caixão.

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