Forças do lulismo: "se hay gobierno soy contra"

Forças do lulismo: “se hay gobierno soy contra”

“Abarebebè” (padre voador, na língua tupi) foi o apelido dado pelas tribos indígenas ao herói e atuante padre jesuíta Leonardo Nunes, missionário da Companhia de Jesus, presente na Capitania de São Vicente (SP), nos idos primevos de 1552. Naquela épica fase histórica, as milícias de Inácio de Loyola, sob orientação de Manuel da Nóbrega, implantavam- no solo do império lusitano o sonho da grande utopia de conversão dos silvícolas que, hoje, já é avaliada sob olhares críticos, entre eles, de ter contribuído para o extermínio das tribos primitivas.
O apelido “Abarabebê” não surgiu por acaso. Nunes era um destemido religioso de muita resistência física. Sua veloz capacidade de romper distâncias à pé, em tempo recorde, logo despertou a atenção entre os próprios naturais. Apesar de acostumados às selvas eles não conseguiam acompanha-lo nas expedições ao interior, para os rotineiros contatos de aproximação com as tribos hostis . Sua condição atlética de ágil viandante lhe garantiu o resumido apelido de “Abarebebê” , coisa bem típica da eficiente língua tupi.
Na ardorosa missão de catequese no território da colossal colônia, Abarebebê, assim como os demais religiosos, adotava a tática de priorizar a doutrinação dos curumins (crianças) na tentativa de vencer a indiferença dos arredios pais sempre inacessíveis a crenças que não as deles. E, com certeza, os “soldados de cristo” tinham convicção quando afirmavam: “crianças são como páginas em branco; aquilo que nelas se escreve nunca mais se apagará”.
O tempo se encarregaria de transformar tal bordão na mais completa verdade. E tanto que a técnica foi transportada para os tempos atuais, se encaixando, de encomenda, nos projetos de violência e antagonismo das hostes petistas. Presentemente, fazem dela sua ferramenta de guerra , através dos seus “quinta colunas” bem plantados nas escolas (os professores), mirando a doutrinação de adolescentes nas artes de semear o ódio, inclusive, contra os próprios pais. Esse fator é determinante nos projetos terroristas de explodir o país, espalhando as chamas da intolerância e da instabilidade política.
Guilherme Boulos, líder do MSTS, para quem o fim justifica os meios, e as legendas aliadas de esquerda, manipulam a ingenuidade de adolescentes transformados em nova força de militância em cujas páginas virginalmente em branco da alma escrevem as doutrinações de ódio e atiçamento contra a ordem legal, servindo-lhes de buchas de canhão nas invasões de colégios. E não há dúvida de que também torcem por um oportuno derramamento de sangue, preferencialmente de menores, enquanto responsabilizam autoridades públicas como agentes de desumana violência repressora.
Verdade que, em toda a América Latina, o cenário político ora se descortinando não lhes vem sendo nem pouco favorável. Desmoralizadas, sem chão político, após o impeachment da presidente e a derrota humilhante nas eleições municipais, as forças do lulismo, por intermédio de fanáticos professores, buscam no recrutamento de adolescentes a formação de um exército barato, sem custos financeiros, facilmente manipulável , para levar desordem onde houver paz, e plantar a semente do ódio onde houver amor, promovendo quebra-quebras, destruindo patrimônios e incendiando veículos. Sim, pois o PT e seus aliados têm um projeto em mente: “se hay gobierno soy contra”.

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