Postado em Dez/2008  –

Velas acesas, promessas e novenas pedindo ajuda dos santos, cidadãos ainda perplexos com a notícia dos fatos, telefones tocando sem parar e aglomerações de fiéis partidários, marcaram as manifestações de solidariedade e o início de uma vigília em frente à casa de Edson Cesário de Oliveira  nos dias 27 e 28 último, por parte de centenas do seus 8.503 eleitores preocupados  com o futuro de sua carreira política que, antes mesmo de ser iniciada, se encontra sob forte fogo cruzado.

Tamanhas preocupações e ansiedade têm lá suas razões de ser. Já se encontra sob a presidência da juíza de São Gotardo, dra. Genoli Santos does propecia really work Moura, o processo de ação investigativa judicial eleitoral aberto pelo Ministério Público no qual cerca de 23 pessoas denunciam o candidato eleito à promotora Raquel Agreli Melo  em função de supostas tentativas de compra de votos a serem pagos em dinheiro ou na forma de favorecimentos. Sem ter data para conclusão, o andamento do processo agora em poder da dra. Genoli Moura sob cuja presidência serão ouvidos novamente os 23 autores das denúncias, não trará quaisquer prejuízos à cerimônia de posse no dia 1º de janeiro próximo, conforme explicou ao FAP a própria promotora Raquel Agreli. Em caso de culpabilidade, aí sim, o candidato eleito tem seu diploma automaticamente cassado e ainda é penalizado com as multas cabíveis. O atual prefeito Paulo Uejo, beneficiário direto na hipótese de Cesário ser cassado, não foi localizado para falar sobre o assunto, apesar das tentativas da equipe da Folha Alto Paranaíba. Pesam contra ele acusações de ser o mentor intelectual das articulações visando anular o mandato do seu adversário.

Também no dia 1º último, o advogado de Cesário, contratado em Belo Horizonte, protocolou, junto à justiça eleitoral da cidade, a contestação na qual estão fundamentados os argumentos, devidamente acompanhados das provas documentais, para rebater as denúncias de compra de votos.

Visivelmente amargurado, decepcionado e entristecido com as denúncias que, de certa maneira, tiram a alegria e o brilho da festa de sua posse, Cesário de Oliveira  se diz inocente e nega todas as denúncias, afirmando: “me sinto enojado e com ânsia de vômito. Esta montagem feita contra minha pessoa não é descarada e escandalosa  apenas pelos fatos em si, mas também pela estilo grosseiro e precipitado dos nossos adversários que fizeram pessoas ingênuas assinar papéis sem nem mesmo elas tomarem conhecimento do conteúdo. O resultado, puro e simples, foi que grande parte das supostas vítimas de aliciamento já se retrataram, em cartório, com firma devidamente reconhecida, pedindo desculpas. Só isto já é fato suficiente para desmoralizar e jogar por terra  todas as tentativas dessas forças ocultas que tentam impedir nossa posse, acostumadas ao poder, como de fato estão, há tantos anos”.

Além de deixar claro que todas as denúncias contra ele “partiram de pessoas agindo sempre nas sombras e ao toque de interesses inconfessáveis visando a continuidade da atual chefe do executivo municipal”, Cesário afirma que “um certo cidadão identificado pelo nome de José Paulo Tadeu cuja única atividade, nos últimos anos,  tem sido a de criar esse tipo de impasse político, é quem está agindo como emissário de confiança dos adversários na arte de seduzir pessoas simples com falsas promessas, até de aposentadorias, visando unicamente provocar a interferência do Ministério Público.

– Trata-se de indivíduo useiro e vezeiro nesse tipo de articulação imoral. Na eleição de 2.000, atentou contra o candidato Rubens de Oliveira, da Guarda dos Ferreiros; e em 2004 fez a mesma coisa com o vereador Marcillon Laci Rodrigues. Já foi até multado por causa disto, mas nada o impediu de investir agora também  contra  nossa candidatura vencedora. A cada quatro anos ele surge do mundo das trevas para tumultuar e paralisar o processo político, atira Edson.

Ainda sobre a atividade considerada “obscura e misteriosa” de Paulo Tadeu, as farpas do candidato eleito tem como endereço certo o prefeito Paulo Uejo: “nas tardes dos dias 26 e 27 este senhor, o Paulo Tadeu, não se despregou um só momento da sede municipal e, como se isto não bastasse, ainda foi visto também do lado de fora do escritório da advogada Kátia Uejo, filha do atual mandatário”.

Comerciante de peças agrícolas que deixou a tranqüilidade da família e da própria empresa para se tornar político, Oliveira, ainda tentando se adaptar  à nova carreira, desabafa dizendo que “nunca esperava encontrar tanta podridão em tão pouco tempo” e que a situação presente o faz lembrar de outro caso eleitoral semelhante no qual foi vítima de acusações caluniosas e injustas o respeitadíssimo e admirado empresário Antônio Ermírio de Morais.

– Ermírio, cedendo aos apelos da sociedade, aceitou disputar contra Paulo Maluf o governo do Estado de São Paulo. Só que o empresário, um cidadão decente, merecedor de ser eleito por aclamação, não estava preparado para o nível de baixaria ao qual foi submetido e acabou derrotado. Mas a história foi implacável. Quem é Maluf nos dias de hoje? No nosso caso, entretanto, não perdemos a eleição e não vamos decepcionar nossos 8503 eleitores. Lutaremos até o fim contra esse mar de lama”.

As declarações de Oliveira sobre “o esquema” para derrubá-lo da chefia executiva conquistada no dia 5 de outubro último, são plenamente confirmadas pelo comerciante Waldemário Sousa França Filho, dono da Rádio Alvorada, que ainda acrescenta: “não tenho a menor dúvida de que havia, por parte do adversário de Edson, total confiança na vitória eleitoral do dia 5 de outubro, confiança esta que fez relaxar as hostes do candidato. E como as forças por ele representadas tinham planos de permanência no poder por muitos anos ainda, inclusive em mais uma tentativa de reeleger um deputado, não estavam preparados minimamente em relação à  uma derrota. E agora estão fazendo de tudo para liquidar, no próprio nascedouro, com uma necessária, importante e até tardia liderança renovadora na prefeitura através dessa investida para cassar um candidato legitimamente eleito”.

PAULO UEJO NÃO FOI ENCONTRADO

Em face das inúmeras acusações e suspeitas de maquinações graves envolvendo diretamente o prefeito Paulo Uejo, a equipe do jornal Folha Alto Paranaíba, dentro de sua própria linha estabelecida de neutralidade e de sempre proporcionar o direito de defesa  e da livre manifestação aos cidadãos que se sentirem ofendidos, tentou marcar uma entrevista, na manhã do dia 28 (sexta-feira),  com o chefe do executivo local. Quem nos atendeu foi a telefonista Célia Ribeiro. De maneira  competente e educada, informou, logo em seguida, que nem o dr. Paulo e nem sua secretária particular, Ana Paula, se encontravam. Contudo, calculou um prazo de 10 minutos para localizar o prefeito após os quais retornaria a ligação. Neste momento, deixamos os números de um celular e outro de residência para a referida resposta.

Em menos de 10 minutos, um tempo muito rápido, Célia entrou em contato conosco, através do aparelho residencial, dizendo não ter sido possível encontrar o prefeito (o celular estaria fora de área) e nem a secretária Ana Paula. “O dr. Paulo, disse ela, provavelmente estivesse nas imediações de Araxá onde ocorrera , no dia 27, um acidente com um veículo de São Gotardo transportando passageiros doentes”.

Voltamos a insistir no sentido de que ela nos fornecesse o número do celular de Ana Paula para, através dela, marcarmos a entrevista. A resposta de Célia: desconhecia o número do aparelho de Ana.

Por se tratar de espaço exclusivamente reservado ao prefeito num momento  importante e de crise política em que estava em jogo os destinos do próprio município, deixamos claro que só dependíamos  da entrevista para a conclusão da matéria. Por isto, continuaríamos aguardando o retorno pelo resto do dia e todo o final de semana. Algum tempo depois, voltamos a ligar para Célia, mas ainda não havia qualquer novidade. Nessa oportunidade, deixamos o número de outro telefone e ainda fizemos correção de um que foi anotado de forma errada. Portanto, eram três os aparelhos através dos quais o prefeito de São Gotardo, caso desejasse conceder a entrevista, poderia  falar conosco.

A telefonista também foi devidamente alertada e bem informada sobre o teor da entrevista envolvendo o grave assunto da possível cassação de um candidato eleito, já de pleno domínio público, além do interesse de abordar o futuro político do dr. Paulo Uejo, importância que ela entendeu de imediato. Tanto assim que insistiu na preocupação de localizar Ana Paula em cuja mesa iria deixar inclusive um bilhete bem detalhado.

Portanto, seria impossível que, diante de assunto de tamanha gravidade, uma funcionária bem traquejada como Célia deixasse de tentar localizar seu chefe e a própria secretária dele. Certamente que não deixaria de fazê-lo, até mesmo para evitar os riscos de uma pesada reprimenda.

JUSTIÇA DECIDE FUTURO DE EDSON

Dezenove dias após as eleições, mais precisamente no dia 24 de novembro, decididamente preocupado em tomar conhecimento dos possíveis problemas administrativos e questões de ordem financeira do município, Cesário Oliveira protocolou, na sede municipal, baseando-se nas prerrogativas do artigo 174 da Constituição Estadual,  um pedido solicitando ao prefeito Paulo Uejo permissão, com escolha de local e hora apropriados, para sua equipe de transição, constituída de oito pessoas, realizar os necessários levantamentos que tinham também a finalidade de facilitar, dentro da realidade a ser apresentada, a montagem e nomeação dos futuros secretários. O documento relacionava os nomes dos oito integrantes da comissão: José Dedi de Sousa (coordenador), Gilberto de Oliveira Cândido, Reinaldo Júlio e Silva, Fernando Rabelo Rodrigues, Moacir Felix Sobrinho, Guilherme Felix Amad, Roseane de Andrade e Fabiano Franco Marino.

A resposta do dr. Paulo Uejo foi no sentido de não conceder a permissão sob a alegação de que “o município não tem, em seu ordenamento jurídico, legislação que preveja a hipótese de equipe de transição”. No seu despacho, explicitava que “dentro do espírito de coletividade movido por sua administração seria providenciado relatório circunstanciado das contas públicas, dos programas e projetos de governo assim como os contratos, convênios e inventário patrimonial de modo a dar os subsídios ao requerente (Edson Cesário) dos programas para organização dos futuros trabalhos”.

Por não se sentir “ na obrigação de concordar com resultados de levantamentos a serem apresentados pelo adversário” e também inconformado “com a falta de cortesia do prefeito em relação a um pedido tido como praxe rotineira em todo o país, além de devidamente garantido pela Constituição Estadual, e cuja negativa poderia acarretar sérios prejuízos à futura administração  pela inviabilidade  dos serviços públicos por pelo menos dois meses, entre eles a própria área de saúde sempre sobrecarregada no final e início de ano novo”, Oliveira autorizou o advogado Celcimar Cardoso a entrar, na Justiça, com um mandado de segurança. Contudo, a medida jurídica também não obteve o deferimento, em caráter liminar, da juíza de São Gotardo, dra. Genoli Santos Moura. O recurso, no seu conteúdo principal, ainda aguarda decisão final, mas pode não ser julgado em tempo hábil.

Enquanto estes fatos ocorriam, o Ministério Público, devidamente representado pela titular dra. Raquel Agreli Melo, era procurado por cerca de 23 pessoas que apresentaram denúncias contra  Oliveira como supostas vítimas de compra de votos. Jurando inocência e se dizendo alvo de “sórdidas tentativas visando impedir sua posse”, o novo prefeito afirma poder desmoralizar toda a montagem grosseira”  feita contra ele, “e com riqueza de provas”.

Sem data definida para conclusão, o processo de ação investigativa judicial eleitoral se encontra agora na mesa da juíza Genoli Moura. Ela vai ouvir, novamente, todos os envolvidos, mas já com uma baixa considerável de denunciantes que, conforme afirma Cesário Oliveira, “se retrataram em cartório, pedindo desculpas”.

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PROCESSO CONTRA EDSON TEM NOVA AUDIÊNCIA
Postado em 19/02/2009
No próximo dia 27, a partir das nove horas das manhã, a juiza de São Gotardo dra. Genoli Santos Moura preside nova audiência para ouvir mais cinco pessoas, quatro da acusação e uma da defesa, no processo investigativo eleitoral movido pelo Ministério Público contra o atual prefeito Edson Cezário de Oliveira acusado de ter oferecido dinheiro e outras vantagens  na cooptação de eleitores em favor de sua campanha política cuja eleição ocorreu no dia 5 de outubro do ano passado.
Os três advogados de Cezário decidiram apresentar apenas uma testemunha de defesa, estratégicamente tida como “testemunha bomba”, por considerarem, entre outras coisas, não existir necessidade de outros depoimentos dentro de uma investigação na qual a maioria dos 24 queixosos, cerca de 24, já se retratou em cartório, com pedidos formalizados de desculpas, ou em acareações  perante a juiza Genoli Santos Moura.
De acordo com informações da analista do Ministério Público, Ana Cristina, a sentença da juiza, pela improcedência ou não das denúncias, tem amplas chances de ocorrer antes de junho próximo. Isto porque, após a audiência do dia 27, acusação e defesa têm um prazo para concluir  e anexar seus pareceres  cuja decisão final só dependerá da Justiça. Em caso de condenação, Edson perde o cargo de prefeito e ainda incorre em pesada punição pecuniária.
A promotora Raquel Agreli Melo, que abriu a investigação contra Edson Cezário, não faz mais parte do proceso. Ela acaba de se dar muito bem em recente  concurso para juiza e agora  está aguardando sua nomeação para uma nova comarca.
Os quatro depoimentos da acusação se referem aos mesmos  eleitores  que foram ao Tribunal Eleitoral de Belo Horizonte,  acompanhados de José Paulo Tadeu, para fazer as denúncias de compra de votos contra o prefeito recentemente eleito. Um deles poderá   não comparecer,  já que tem se recusado   a prestar esclarecimentos até mesmo quando intimado.
Algumas das supostas vítimas admitem, de acordo com informações sigilosas, que antes da viagem à Belo Horizonte estiveram no gabinete do então prefeito Paulo Uejo quando receberam  o sinal  verde e as instruções para a as denúncias no Tribunal Regional Eleitoral contra Edson. (Caso o dr. Paulo Uejo não concorde com estas informações, esta pagina lida por São-gotardenses, até nos Estados Unidos, se encontra  ao seu inteiro dispor).
Wolney Garcia
www.wolneygarcia.com
wolneygarcia@yahoo.com.br
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