A confirmação de que grande parte de espessos troncos e galhos  de sete Gameleiras mortas em praças e avenidas de Dores do Indaiá, no Centro-Oeste de Minas, se encontra depositada em um galpão do vice-prefeito Maurício Dias, também fabricante de cochos de madeira para alimentação de animais nas fazendas, repercutiu de forma negativa e alarmante, na cidade,  gerando  forte desconfiança  e suspeitas junto à população.

Este site, recentemente, enviou uma lista de perguntas ao prefeito Joaquim Ferreira da Cruz e ao secretário municipal do Meio Ambiente, solicitando esclarecimentos sobre os motivos da mortandade de árvores, mas não recebeu nenhuma resposta.

Já se tem quase como certo que se encontra na Prefeitura, restando apenas apurar-se  responsabilidades, o esclarecimento pela destruição dos sete exemplares,  em decorrência da aplicação do agrotóxico Randap. O produto químico diluído em água, para eliminação de ervas daninhas, pode matar, inapelavelmente, as árvores quando atinge as raízes, levado pelas infiltrações  provocadas pela chuva.

Mas existem fortes suspeitas também de envenenamento criminoso, pela injeção, diretamente nos troncos, de produtos químicos letais. Moradores da Praça Abaeté afirmam ter visto seringas descartáveis nas proximidades onde existiam as plantas.

A Praça Abaeté tinha um acervo de 16 dessas árvores de grande porte e troncos grossos. Cinco já morreram e outras quatro estão condenadas, uma delas já em franco processo de ressecamento.  Na Avenida Getúlio Vargas, próximo à matriz,  e  Praça do 100, mais duas mortes. Os sintomas de que todas as demais espalhadas pela cidade irão morrer já se podem notar, visto estarem, em pleno período de chuva, perdendo as folhas ainda verdes. Ao todo, o acervo da cidade constituía-se de 50 árvores, todas elas provavelmente condenadas.

O que mais intriga a população é o fato de outras variedades de plantas também localizadas no perímetro urbano não estarem apresentando sinais de definhamento, motivo pelo qual se cria as fortes suspeitas de envenenamento  criminoso somente de Gameleiras, nada tendo a ver com ação de cupins, conforme primeira versão do prefeito Joaquim Cruz.

O diretor do  Núcleo Operacional do Instituto Estadual de Florestas –IEF, sediado em Arcos, responsável por Dores do Indaiá, engenheiro José Wilson Neves, já afirmou, em entrevista anterior, que é  muita remota a hipótese de destruição pela ação de tais insetos. Não existe nenhuma referência sobre isto na bibliografia pertinente ao assunto.

Wilson Neves, com grande experiência na área, afirma serem muito rotineiras ações de pessoas, na calada da noite, por algum interesse escuso ou para se livrarem de  árvores consideradas incômodos, injetando produtos químicos letais nos troncos delas, via seringas descartáveis, ou mesmo lançando  Randap diluído sobre as raízes.

Agora, diante do fato confirmado de que o vice-prefeito Maurício Dias, em seu galpão localizado próximo ao matadouro, na saída de Dores, armazena a madeira das árvores mortas, criou-se um clima de constrangimento na cidade que poderia ser esclarecido caso ele viesse a público dar explicações.

Há poucos dias, o próprio político deixou transparecer, a quem quisesse ouvir, que a gameleira do Banco Brasil seria a próxima a morrer, pois sua “guia” está totalmente comprometida. As pessoas não conseguem entender porque ele estaria sabendo disto. A recusa em dar esclarecimentos, só aumenta os questionamentos. Este site está aberto a ele, no caso de desejar se manifestar.

Dias tem a concessão da prefeitura para recolher os restos de árvores podadas ou cortadas dos quais ele se utiliza para fazer serragem, em sua fábrica, visando comercialização junto a fornos industriais. Mas o fato de ele ser fabricante de cochos de madeira – para também vender aos fazendeiros da cidade e dos municípios próximos –  criou a situação de constrangimento generalizado, até mesmo em decorrência  de estarem morrendo somente gameleiras cujos troncos e galhos são grossos e fartos.

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