O oportunismo rasteiro de Renan Calheiros contra Temer, quem diria, seu antigo e velho cúmplice de trapaças, relembra as artimanhas do astuto sacerdote que atazanava a vida de Moisés no deserto durante a fuga do Egito em busca da terra prometida. Quando desceu da montanha trazendo em cada braço as tábuas com os 10 mandamentos o escolhido de Deus encontrou o povo rebelado e pervertido adorando um bezerro de ouro. Calheiros, tal como o rival de Moisés, está usando a mesma tática. No seu caso, o bezerro de ouro é Lula com quem se alia em Alagoas em desesperada tentativa de se reeleger e ao filho governador, ambos desgastados perante o eleitor. Temer vivencia o pior dos mundos lutando para não cair, mas, por trás, o ardiloso alagoano cava sua sepultura. Tão certo quanto Moisés que não viu a Terra prometida, Temer também não verá sua quimera da “Ponte Para o futuro”. Ontem, em declaração bombástica, o senador alagoano deixou bem claro o estado moribundo do antigo parceiro. Foi um recado raivoso, fulminante. Diz ele: “O senador Jucá não pode debitar ao PMDB o custo de sustentar um governo sem nenhuma credibilidade. Esse governo que está aí não tem condições nenhuma de propor essas reformas. O erro de Michel Temer foi achar que poderia governar influenciado por um presidiário em Curitiba (Eduardo Cunha), um presidiário em cárcere recebendo dinheiro. Isso nunca iria chegar a lugar algum”.
Tirem as medidas, rsrs, e encomendem o caixão do homem!

Facebooktwitterpinterestlinkedinmail
rss