Sangue azul da refinada aristocracia política mineira, Aécio Neves sempre levou vida irreverente de príncipe ao estilo playboy daquele tipo nem um pouco sensível às adversidades enquanto dividindo os dias felizes de sua juventude permeada de suspeitas nas paradisíacas praias cariocas e curtas passagens por BH seu berço natal. Jamais se imaginou herdeiro do milionário espólio político do avô Tancredo falecido em Brasília, através do qual acabaria guindado a deputado federal, duas vezes governador e senador da República. Exatamente por ter sido bafejado por tamanha fortuna sem ter de lutar por ela nunca se assegurou de que ela pudesse escorregar de suas mãos. Na vida pública foi um esbanjador do capital político que lhe caiu de bandeja no colo. Da mesma maneira, nunca ouviu de perto o clamor sofrido da plebe nas ruas A propaganda endeusando sua vida pública disfarçava o rótulo de falso produto. Já no governo mineiro ungido pelas bênçãos do avô mirou os planos rumo ao Planalto. Nos dois mandatos queimou quase um R$ bilhão em propaganda mentirosa promovendo um governo vazio que acabaria explodindo como se um balão de vento ao se descobrir que suas falcatruas e incompetência, bem como a do afilhado Anastasia, levaram Minas à falência. Caso o atual senador se candidate novamente a cargo eletivo terá o constrangimento de ver exibido na TV o vergonhoso vídeo gravado com Joesley no qual é flagrado na prática de extorsão. Aécio é um político agonizante padecendo os estertores do seu triste ocaso. Um membro das elites políticas, um príncipe, que deserdou a si mesmo. O presente momento eleitoral é oportuno para se enterrar, de uma vez por todas, essa fase podre da política mineira em que abutres tipo ele próprio, Anastasia e Fernando Pimentel devoraram a carcaça de Minas.

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