Dia virá, e será breve, que a expressão “lulismo” terá significado de anátema, palavra proibida, excomungada, amaldiçoada, tanto quanto foi o vocábulo “jesuíta” após a expulsão, de Portugal e do Brasil, da Companhia de Jesus, em 1759.

Naquela data, o rei Dom José I assim se exprimiu no decreto de banimento: “Declaro os sobreditos regulares [os Jesuítas] (…) rebeldes, traidores, adversários e agressores que estão contra a minha real pessoa eEstados, contra a paz pública dos meus reinos e domínios, e contra o bem comum dos meus fiéis vassalos (…) mandando que efetivamente sejam expulsos de todos os meus reinos e domínios”.

Desde então, a lendária instituição fundada em 1540 por Inácio de Loiola passaria a ser esconjurada como se inimiga do império. E havia muitas justificativas para a radical medida. Os soldados de Jesus detinham o monopólio da catequese e da educação no Brasil, mas, em algum momento da jornada de 219 anos de existência, se perderam em meio a uma onda de corrupção e indícios de poder político e econômico sem precedentes que beneficiariam a Espanha, país de origem do fundador Inácio de Loiola e da maioria dos missionários.. Quem consultar o dicionário verá lá o significado de “jesuíta”: “Aquele que é dado a intrigas, dissimulado, hipócrita, fingido, desonesto, Loiola”…, entre tantos.

O mesmo ocorrerá ao “lulismo” quando passar essa fase obscura e a história, implacável, vier a cobrar do líder dessa organização criminosa por seus atos infames de bandidagem mirando assenhoramento de riquezas fabulosas por meio de ilicitudes. A expressão  terá significados ainda mais pejorativos: “vilania, ladroíce, traição, mentira, fanfarronice, safadeza, falsidade, senvergonhice, depravação, iniquidade, imoralidade, anacronismo, facciosismo, fanatismo, embromação e enganação”, além de inúmeras outras…

Esse fenômeno se dará, muito breve. Por certo, a partir das próximas eleições quando o eleitor varrer o “lulismo” da história e o amaldiçoar para todo o sempre, prevalecendo apenas as coisas boas resultantes de projetos sociais implantados à revelia do egocentrismo ignaro do seu líder semi-aculturado corrupto incorrigível que sempre foi.

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