Não fosse a certeza de que ele nasceu no Paraná poder-se-ia afirmar que é um mineiro, sim, daquele tipo interiorano autêntico nascido nos sertões do centro-oeste, sotaque capiau, até o “rr” ele pronuncia arrastado! Pois sim, mineiro cafuçu da gema, que fala pouco e baixo, se confunde na timidez, que aguenta “bucha” e ofensa dos inimigos. É tal e qual! Sempre espera a hora de dar o truco! Nunca se precipita! Sonda o rival nos olhos! Pra ver se ele tá com o zap ou sete de copa na mão. Pela prudência e vivacidade se deixa guiar! Enfim, os momentos de glória de Moro chegaram. Calado, taciturno e sorumbático, suportou os disparos de metralhadora contra ele por Lula e o advogado Zanin. Os caras pareciam os donos da cocada preta e ele o réu infame. Mas venceu o senso de Justiça Justa. Pela primeira vez na história, um réu ex-presidente da República é condenado a “gramar” cadeia, a ver o sol nascer quadrado!   E cumpriu-se o principal ditame do curitibano mineiro: “a Lei tem de ser igual pra todos”.

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