Quase todo material empregado é ferro, nada justifica o custo de R$ 250 mil

Dores do Indaiá, no Alto São Francisco, é aquela cidade conhecida no passado pela honrosa alcunha de “Princesinha do Oeste”, planejada e erguida para ser uma das principais e mais lindas do Centro-oeste, mas que, presentemente, vivencia períodos amargos de retrocesso econômico e social por culpa exclusiva dos seus políticos. Nesse momento, o município vive a tragédia do cenário regressivo, mas suas autoridades fazem vista grossa ao drama e também a população, cada dia mais reduzida, sempre elegendo e reelegendo políticos corruptos. Desse julgamento de politicagem inconsequente não escapa o enfatuado Ronaldo Costa, o “Ronaldinho”, prefeito destituído de visão estadista , mas, envaidecidamente, preocupado com sua imagem a ser julgada pela posteridade. E, para tanto, cismou de erguer no perímetro urbano uma obra dessas comemorativas de grandes feitos, um portal, algo parecido ao “Arco do Triunfo” erigido por Napoleão lembrando as brilhantes vitórias do seus exércitos. Em outras palavras, o mandatário de Dores ousou marcar sua suposta gloriosa passagem no comando da prefeitura, por duas vezes! Não teve dúvida, escolheu erguer um portal triunfal no perímetro urbano , invocando os cidadãos locais às reminiscências em torno de sua memória toda vez que passassem por baixo. Mas, como sempre acaba acontecendo, os moradores não estão nem um pouco satisfeitos. Pode-se deduzir, facilmente, a um simples olhar no material da obra, que o custo por uns R$ 75 mil já seria exagerado, mas está orçada em incríveis R$ 250 mil, um valor inaceitável e absurdo para um município tão repleto de prioridades. Por exemplo, o majestoso e histórico edifício da antiga prefeitura de Dores do Indaiá, símbolo da antiga “Princesinha do Oeste”, está abandonado e em estado de ruínas, exposto a intempéries, transformado num pombal. Nas escolas faltam carteiras para os alunos, o IPESEMDI, carente de repasses, registra um rombo de R$ 6 milhões e as estradas vicinais em situação de lástima. Denuncia-se que o arco das glórias de Ronaldinho sofreu um superfaturamento de 250 %. E não fica só nisso. O vereador Leo Bombril, que não deixa de ser da base do prefeito, externou, no Faceboock, sua estranheza de que uma Van a ser adquirida pelo governante terá um custo de R$ 250 mil. Ironicamente, a Câmara dos Vereadores tem pleno conhecimento de tais aberrações e não mexe um dedinho sequer para investigar os claros sinais de ostentação sem explicação aparente. Em suma, edis que recebem altos salários sem cumprir a honrosa missão de fiscalizar.

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