No posto de prefeito em  São Gotardo, entre 2009/2013, no Alto Paranaíba, Edson Cezário de Oliveira  jamais  se sensibilizou ante velha reivindicação  das associações protetoras de animais locais em ceder-lhes  um pedacinho de terreno público para edificação de um canil.

Sempre empurrou com a barriga e terminou o mandato dando uma banana à causa dos animais. Na verdade, essa  recusa de prefeitos costuma ser  muito rotineira no interior, pois, cães não votam…  

Edson Cezário

Edson Cezário

Seja lá o que for, neste domingo  ele se encontrava no interior de uma Igreja acompanhando uma missa como dedicado  cristão   em busca de  purificação da alma e para livrar-se dos instintos da maldade e outras coisas mundanas  tão comuns aos mortais.

Mas Cezário  é também  fervoroso devoto de Nossa Senhora da Abadia e não surpreenderia  se estivesse na Casa de Deus  pedindo também à Santa  algum milagre para viabilizar sua candidatura a prefeito,  cada dia  mais  difícil, por ter contas a ajustar na Justiça em decorrência de irregularidades graves praticadas no seu mandato.  

Em dado momento, as preces foram interrompidas por cães de rua que adentraram o recinto repleto  de fiéis.  Muitas pessoas se sentiram incomodadas e resolveram retirar os cachorros. E foi quando Cezário, prontamente, se levantou para dar seu contributo na expulsão dos animais, coisa que logrou pleno êxito à custa de chutes.

Concluída a façanha,  ainda olhou para  os lados com olhos de pré-candidato  esperando também que todos tivessem visto. Ontem, a notícia se espalhou pelas redes sociais e houve muita polêmica no Facebook comentando a atitude agressiva de Cezário, descambando-se para o lado político. Afinal,  estamos em  época de eleições e muitas pessoas presentes simpatizam ou não  com ele.

Para encerrar a questão, um  dos fiéis presentes à missa, Ronaílton Sousa,  foi muito incisivo: “Eu estava ao lado dele. E vi tudo. Ele chutou o cachorro. E saiu olhando pras pessoas, como tivesse feito um ato heroico. Não sou a favor de nenhum partido, mas isto não pode ser mais aceito, nenhum ato de crueldade”.

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