Aécio Neves 3Os envergonhados protestos de Aécio Neves, no Congresso, contra os crimes de lesa-pátria praticados sob a égide do PT se assemelham a tímidos balidos de ovelha quando diante da bocarra do leão.

Três vezes vexatoriamente derrotado pelos candidatos do partido adversário, esperava-se do senador, agora, ao ribombar de tantas denúncias, uma participação de quem, de fato, quer ir à fundo nas investigações, algo mais  sólido e consolidado em medidas do que falatórios medrosos  sem nunca citar nome dos verdadeiros criminosos. É de se estranhar que o PSDB não encabece os pedidos de investigações! Ou será que a Polícia Federal tem nomes de gente do partido nos escândalos?

Estranhamente, nos seus discursos no Senado nunca aponta ou responsabiliza, diretamente, os envolvidos nos roubos contra a Petrobras. Sequer tem coragem de dizer que a presidente Dilma e o ex Luiz Inácio da Silva – considerados, respectivamente, mentor e executora de ruinosos contratos na Petrobrás – estão obstruindo as investigações e auditorias na estatal, pelo que já deveria existir pedidos dos seus enquadramento em crimes de responsabilidade e improbidade administrativa. Já se ouve isso de quase todos os políticos da oposição, menos do senador mineiro.

Mas existiriam, sim, explicações justificativas muito convincentes de tão acanhado desempenho do tribuno mineiro nascido em São João Del Rei. Explicações que teriam suas  raízes consolidadas no famoso pacto “Lulécio” firmado em 2006 quando se articulou o sigiloso plano de não priorizar a campanha de José Serra, candidato à Presidência pelo PSDB, em favor de Lula e Aécio, que ganharam as eleições.

Afirma-se que todo tipo de sordidez e traição  rolou em tais manobras que fariam remexer nos túmulos os ossos de próceres lideranças reverenciadas no panteão da política mineira. Mas o “acórdão” indecente não ficaria só nisso. Em 2010, se materializaria, novamente, na forma de outro arranjo batizado de “Dilmasia”, que elegeria Dilma e Antônio Anastasia.

Pode-se imaginar o quanto de coisa podre, dinheiro aos montes, rolou nestas negociatas.  Isso explicaria o enigmático balido de ovelha  de Aécio quando se faz presente na Tribuna do Senado. Nestas condições tramadas, Aécio estaria mesmo de mãos e pés amarrados. Faltaria a ele autoridade moral, para tanto! Explica-se aí sua “oposiçãozinha” fajuta!  O senador mineiro se encontra “desarmado”  para  iniciar oposição sistemática aos seus antigos aliados de conveniência. Nos debates com Dilma, nas eleições passadas, jamais foi incisivo, apenas fazendo uso de retórica

Não sem motivos, suas jogadas consideradas traiçoeiras contra  José Serra e o próprio PSDB lhe custaram, assim como também a Anastasia, a  humilhante pecha de “Ativista Quinta Coluna do PT em Minas”. Não se pode esperar muito desse “mineiro/carioca”!

 

 

 

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