Sem mais visualizarem ameaças de povo protestando nas ruas, as organizações criminosas comandadas pelos caciques políticos e grandes empresários, que vinham aparentando sintomas combalidos de enfraquecimento, ressurgem com força total e dão sinais claros de recomposição  na Praça dos Três poderes. onde sempre estiveram alojadas Aqui e acolá vão reencaixando suas peças para blindagem intransponível contra os disparos até aqui certeiros da Lava Jato. A ordem é fechar os flancos e buracos que, anteriormente, ficaram expostos na imprevisibilidade do que se tornaria o poder de Sergio Moro. O ministro da Justiça Torquato Jardim e o general Sergio Etchegoyen atuam na linha de frente para minar a PF, ocasionando a ela o maior número de danos possível. A instituição já vivencia situações de sufoco financeiro. No STF, Gilmar Mendes, sem mais esconder qualquer rubor de vergonha na cara, assume de vez suas funções tentaculares e comanda, pessoalmente, as ações para dar sustentação de êxito às conspirações. Nota-se, claramente, que ele fez emudecer Carmem Lúcia a quem permite apenas o privilégio de continuar presidente. O enigmático silêncio da ministra fala por si só. Repercute ainda, fortemente, a decisão emanada de Porto Alegre que absolveu João Vaccari de uma condenação a ele imposta por Sérgio Moro. Simultaneamente, o relator da Lava Jato, Edson Fachin, toma do juiz de Curitiba três processos envolvendo Lula. É igualmente incompreensível que tenha caído nas mãos Gilmar Mendes a relatoria do caso no qual é acusado seu amigo Aécio Neves. Para espanto nos meios jurídicos, a nova procuradora Raquel Dodge, que vai substituir Rodrigo Janot, é vista como se afilhada política dos poderosos gangsters que mais desejam aniquilar a Lava-Jato, José Sarney, Renan Calheiros, Eliseu Padilha, Romero Jucá e o próprio Michel Temer. Enfim, não trazem cheiro de boas notícias os ventos que sopram da Praça dos Três poderes.

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