Maria Angélica: palavras erradas

Iara Santos, a nova rainha de Patos de Minas

Na rica cidade agrícola de Patos de Minas onde a sociedade abastada costuma olhar do andar de cima os cidadãos situados no patamar de baixo, a candidata a Rainha Nacional do Milho, Maria Angélica Gonçalves Farias, inconformada com sua derrota nesta quarta feira para a bela concorrente de descendência africana Iara Santos, não se conteve e exclamou diante dos microfones: “Infelizmente, os jurados avaliaram mais a cor, né…. Não olharam tanto os outros requisitos que realmente eram necessários, como comunicação e simpatia”. E se complicou ainda mais atirando: “Acho que essa questão de muita igualdade, de nunca ter tido uma Rainha negra, mexeu com os jurados e não fui a escolhida”. As declarações de Maria Angélica, também uma bela moça, repercutiram, imediatamente, em efeito cascata, por todo o país, deixando constrangida a própria autora do pronunciamento impregnado de tom preconceituoso e racista. Ante a percepção dos efeitos negativos de suas palavras, ela vem tentando, até agora, estabelecer uma justificativa, dizendo que foi mal interpretada. E, de fato, não constituirá surpresa se ela, sem ter conseguido encontrar palavras apropriadas por excesso de nervosismo e falta de experiência ao microfone, tiver se perdido em expressões erradas

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