Sekita se valendo do nefasto instituto da releição para se abrigar no poder, fugindo da justiça

Prefeito petista  se valendo do nefasto instituto da reeleição para fugir da Justiça, abrigando-se no foro privilegiado. Precisa escapar da simples cidadania, sabe dos riscos que está correndo.

No dia 8 de janeiro deste ano, o Centroesteurgente, sob o mesmo título acima, publicou matéria apresentando à população de São Gotardo um balanço da administração Seiji Sekita, considerada a pior de toda a história, além de manchada pela prática de crimes hediondos de desvio de verbas na área de saúde, entre tantos. Já neste mesmo mês Sekita, completamente desgastado perante o povo, não conseguia encontrar um candidato para assumir sua bandeira e a do PT ao qual está filiado. Diante do insucesso, tentou emplacar seu irmão, também rejeitado pelos eleitores. Não teve outro recurso senão recandidatar-se. Seu medo está na própria prefeitura. Pilhas de documentos não levados a público, por causa de um recurso seu no TJ, estão lá guardados à espera de um governante que, com coragem e transparência, os mostre ao povo. Eis o principal motivo, de tentar se reeleger. Se perder a eleição, Sekita terá, a partir de agora, de custear advogados com recursos próprios. Até aqui, tudo tem sido bancado com dinheiro do povo, para se defender de crimes na pasta de Saúde. A família Sekita, todos os irmãos, trabalha em peso, maciçamente, para mantê-lo no cargo. Ao povo caberá essa decisão na urna eletrônica! Leiam a referida matéria, na íntegra:

“Nas eleições municipais de 02 de outubro próximo, em São Gotardo, no Alto Paranaíba, qualquer que seja o candidato vitorioso ao cargo de prefeito, entre os mais de 10 (supunha-se muitos deles) já se anunciando em caráter especulativo, terá o obrigatório dever de escancarar à população os segredos de uma herança maldita, ora trancafiados a sete chaves na Prefeitura. Quem vencer, caso deixe de fazê-lo, certamente, se transformará em cúmplice de escândalos causadores de volumosos rombos aos cofres municipais e federais.

Trata-se de tornar público e transparente – na primeira hora do primeiro dia do primeiro mês de governo do candidato eleito – documentos contábeis suspeitos de conterem falsificações e superfaturamento em licitações, armazenados na Prefeitura desde o início do ano passado, presumíveis de desvios de grandes somas em dinheiro. Guardados em algum lugar recôndito no órgão municipal eles têm o significado de uma bomba de efeito retardado. A qualquer dia explodem!

A papelada deveria ter sido entregue a uma equipe de auditores contratada em Araxá, mas o atual prefeito Seiji Sekita, do PT, conseguiu embargar a liberação, no Tribunal de Justiça. Em parte da documentação anteriormente disponibilizada por intervenção do juiz Ademir Bernardes Araújo Filho, do Fórum de São Gotardo, se apurou desvios de verbas, na área de Saúde, estimados em R$ 12 milhões. Acredita-se que valores semelhantes estejam embutidos nos papeis ora retidos na Prefeitura, abrangendo outras pastas municipais.

Cezário, considerado político vaselina não teria coragem de entretar os documentos retidos na Prefeitura. Mas vai se desgastar, em poucos meses, poe conta disso

Cezário, considerado político vaselina não teria coragem de entregar os documentos retidos na Prefeitura. Caso vença,  vai se desgastar, em poucos meses, por conta disso. Será visto como cúmplice do esquema

Jamais se conseguirá fechar, de maneira transparente, as contas financeiras sobre os atos administrativos do atual governante sem se processar auditoria nos referidos documentos. Todos os candidatos a prefeito deveriam se comprometer em torna-los público e fazer o acerto de contas nas respectivas instâncias legais sem o qual inviabilizam, moralmente, seus projetos políticos.

Sekita, como político, é uma espécie de paciente em agonizante decadência tal como seu antigo rival e agora amigo Paulo Uejo condenado a seis anos e dois meses de cadeia, por corrupção. O atual prefeito, sem credibilidade moral para tentar reeleição ou encontrar um candidato com coragem para se arriscar pelo também desacreditado PT já estaria, segundo fortes boatos, circulando pelo centro e bairros de São Gotardo acompanhado do irmão Makoto, principiando sondagens na expectativa de poder lançar o nome dele na disputa para o cargo de prefeito.

Mas teria Makoto Edson Sekita, se eleito, neutralidade obrigatória para controlar os arroubos de sentimentos inerentes aos laços sanguíneos e submeter documentos suspeitos de fraudes e superfaturamento ao crivo de uma auditoria e da opinião pública? Ninguém acredita que sim! Tudo parece muito estranho! Makoto nunca gostou de política e nem jamais apoiou o envolvimento de Seiji na política. De repente, aparece demonstrando desejo de ser candidato a prefeito.

No pleito de outubro próximo, quem sair vencedor e não adotar a iniciativa de deixar à disposição das autoridades competentes a papelada suspeita estará colocando em cheque a credibilidade dos seus quatro anos de administração, pois deixará subentendida a pecha de participante ou colaborador no esquema das patifarias que, segundo informações da própria auditoria, ocorreu também em outras pastas municipais. Tem-se a quase certeza de que um valor semelhante ao já descoberto foi o motivo pelo qual o mandatário Sekita se utilizou de todos os meios, inclusive jurídicos, para impedir a divulgação dos documentos. O clima de desconfiança em torno de práticas criminosas vai gerar deduções de que a contabilidade municipal ainda continua como se aberta, devendo satisfações à sociedade.

Quando Sekita recorreu ao TJ para impedir a entrega dos papéis deu-se um fato estranho. Um desembargador acolheu o pedido e apontou, sem outras considerações, o nome do ex-secretário municipal de Saúde, Lauro Prados, como responsável direto por atos lá cometidos. Seria o equivalente a afirmar, na prática, que o então secretário, em cuja vida privada é cabeleireiro em salão feminino, tivesse manipulado sozinho a estrutura administrativa e técnica da prefeitura na elucubração de roubalheiras nos pregões públicos.

De fato, não se pode imaginar Lauro como único envolvido nas falcatruas. As maquinações tiveram, segundo relatório das investigações na Câmara, o ex-prefeito de Iguatama (Alto São Francisco), Manuel Bibiano de Carvalho Neto no papel de um dos principais mentores. Ele fora contratado por Sekita apesar das advertências de que o iguatamense tinha perdido os direitos políticos, por envolvimento em corrupção. Inclusive, estava impedido, legalmente, de ser contratado pelo serviço público. Nem com advertências Seiji aceitou demiti-lo. Grosseiramente, respondeu: “vou contratá-lo, de qualquer maneira, se não gostarem que me processem”.

Tais anormalidades vinham sendo denunciadas pelos vereadores Odair Mussi e Ricardo Nunes, mas sempre foram votos vencidos pelos 10 membros da base do prefeito. Destes 10, oito eram de oposição, mas, de repente, apareceram no papel de fidelíssimos apoiadores do governante, sempre respaldando ilegalidades.

Em três anos e oito dias de mandato, Seiji Sekita, paranaense de origem japonesa, traz no sua história de participação nos destinos locais o registro de não ter conseguido realizar no município uma obra sequer. Pasmem os leitores, não possui quaisquer citações dignas de registro salvo os graves envolvimentos de sua administração em casos de corrupção. Foi incompetente e omisso até mesmo em situações corriqueiras tais como recolhimento de lixo. O setor continua alvo de reclamações constantes. Ironicamente, o famigerado mosquito da dengue tinha como foco principal de alastramento na cidade um terreno da Prefeitura, perto da faculdade, na Avenida Paulo Shimada, onde se descarregava pneus velhos da frota de veículos do órgão. Ou seja, o próprio prefeito era responsável pela propagação de dengue na cidade. E nunca teve a visão do problema. Demorou vários dias para atender as denúncias publicadas neste site.

Em 2013, após tomar posse, o prefeito prometeu construir um hospital regional a ser inaugurado em agosto do ano passado. Até hoje, nem a pedra fundamental foi lançada! A questão do abastecimento de água é terrivelmente preocupante. A cidade comemorou seus 100 anos de emancipação política (fora os 79 de fundação do Arraial da Confusão) bebendo água suspeita de contaminação por agentes químicos cancerígenos derivados de agrotóxicos e bactérias causadoras de infecções intestinais, conforme denúncias de uma engenheira sanitarista a serviço do Ministério Público de Patos e São Gotardo. Sekita era um dos supostos responsáveis pela contaminação da água do Córrego Confusão, em sua plantação na cabeceira do ribeirão, próximo à Agrovila. “Se eu não plantar, outro vai lá e planta”, respondeu ele, certa vez, perante uma comissão da Câmara, sem sensibilidade para compreender o honroso e relevante cargo representativo que ocupa.. A COPASA, por sua vez, tem marcado sua presença no município pelo constante abuso e desrespeito aos usuários, sem nunca ter existido uma medida punitiva por parte do atual prefeito. Todas as citações, acima, refletem apenas parte da administração danosa sob a batuta desse petista, também constituindo herança maldita a ser deixada ao sucessor.

Pois não obstante tantos infortúnios ocasionados ao povo, além do caos implantado na Saúde, são fortes os boatos de que Seiji já estaria visitando estabelecimentos comerciais, no centro da cidade, solicitando opinião dos proprietários sobre uma possível candidatura a prefeito do seu irmão Makoto Edson Sekita. Se verdade, trata-se de uma iniciativa estranha nem um pouco ética: um irmão substituindo o outro num cargo público, na mesma localidade, na mesma cadeira, ou seja, um rodízio em família. Soa como se um parente entrando para blindar o passado obscuro de outro! Ou como se uma prefeitura a serviço de interesses particulares, do continuísmo. E, no caso de Makoto, caso se confirme sua candidatura, o problema ficaria ainda mais grave se – num desejo de ceder aos apelos dos laços sanguíneos – decidisse não respeitar os eleitores e sabotar a liberação dos documentos fiscais suspeitos sobre cujo conteúdo a sociedade está passando da hora de tomar conhecimento.

Em Dores do Indaiá, nas eleições de 2012, o então prefeito Joaquim Ferreira Cruz, do PSDB, três vezes eleito, estava tão desmoralizado por conta da roubalheira e práticas de sabotagens contra investigações mirando sua administração que não conseguiu achar nenhum candidato disposto a participar da campanha, pelo seu partido. A única pessoa que concordou ir à luta acabou renunciando no meio do caminho após constatar que era o último colocado nas pesquisas. Foi muita humilhação que acabou tirando Cruz do cenário político do município, justamente ele até então visto como um dos caciques mais populares do Alto São Francisco. Tinha o título incontestável de campeão das CPIs, pois oito foram instaladas contra ele, todas por corrupção. Essa história está na iminência de se repetir, em São Gotardo!

Seria impensável e inaceitável que Sekita, com tal iniciativa de oportunismo, estivesse usando o artifício de lançar a candidatura do irmão, almejando expectativa de continuar mantendo documentos suspeitos longe de investigações, além de outras jogadas. Sendo esse o propósito, caso Makoto vencesse as eleições iniciaria o mandato sob o crivo da desconfiança popular, comprometendo o futuro dos seus quatro anos de governo e abrindo caminho para que o município ora vivenciando também situação de falência persista no mesmo estágio atual de bancarrota. Seria inaceitável tamanha desfaçatez. E nem a sociedade local poderia deixar de se revoltar. Makoto corre o risco também de ser humilhado e ter de abandonar a campanha no meio do caminho. Ainda mais que sua candidatura, se de fato ocorrer, estará amarrada ao PT, um partido que abriga a escória, o lixo da política nacional. Um drama, enfim, na vida de Seiji Sekita, político que não tem credibilidade sequer para encontrar um cidadão honesto em quem possa apostar. Por causa disso, apela ao irmão.

De qualquer maneira, é certo que qualquer candidato apoiado pelo prefeito, no caso de vitória teria de assumir o cargo dentro de virtual compromisso de evitar as pressões exigindo auditoria nos documentos sigilosamente guardados. Não obstante, consultas feitas por este site junto a eleitores de alguns bairros e centro da cidade não contemplam Sekita com capital moral para respaldar candidaturas. Nesse sentido, o mote da população na campanha de outubro deveria ser: “não voto em candidato cúmplice de crimes contra o povo”.

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