CEF foi destruída, sim, mas diretoria central dispõe de meios para sanar o caos em São Gotardo. O povo não pode pagar a conta deixada pelos assaltantes

Sede da CEF foi destruída, sim, mas diretoria central dispõe de meios para sanar o caos na cidade. Não se pode penalizar o povo a pagar  a conta deixada pelos assaltantes

A Prefeitura de São Gotardo e a Caixa Econômica Federal local, no Alto Paranaíba,  estão devendo uma satisfação aos mais de mil funcionários municipais bem como ao próprio povo após quase um mês  do assalto que explodiu os cofres e a própria estrutura do prédio daquela instituição bancária.

O quadro administrativo considera verdadeira falta de respeito tanto do prefeito petista Seiji Sekita quanto da agência bancária que, sem maiores esclarecimentos, anunciaram o pagamento da folha em três parcelas, mas tudo está indicando tratar-se de medida a ser prolongada por tempo indeterminado enquanto durar as obras da sede bancária, passível de gerar verdadeiro caos ao controle financeiro das famílias de servidores.

Através de simples recado da instituição financeira ou da prefeitura, o quadro administrativo foi informado que, em decorrência do assalto com destruição da estrutura do prédio ocorrido na madrugada do dia 19 último, os salários serão quitados nos caixas de casas lotéricas,em três parcelas, da seguinte maneira: remunerações menores em primeiro lugar porque as tais agências só podem dispor de R$ 200 mil por dia. As Os salários maiores serão pagos em dias distintos, parte num dia, parte em outro, mas sem datas estipuladas.

As consequências de tais imposições são óbvias. Como farão os funcionários para honrar aluguéis, prestação de carro, enfim, todos os compromissos domésticos? O pior é que a prefeitura está se esquivando de prestar informações, pois, de certa maneira, na situação de falência em que se encontra, até se beneficia da medida.

O quadro de servidores estranha que a Câmara de Vereadores e o Ministério Público se ausentem dessa responsabilidade de fiscalizar os interesses do povo. Na verdade, a própria população se encontra completamente desinformada de tudo que acontece na CEF.

Uma instituição financeira se notabiliza pela presteza nos serviços, mas no caso presente coloca os moradores sobre sua inteira subserviência. É considerado também inaceitável que o prefeito Sekita não tenha se interessado em exigir um posto de atendimento para o funcionalismo pelo menos para pagamento dos salário, sendo que 90% recebem pela caixa.

A alternativa das lotéricas não se revela uma boa solução, pois funcionários que trabalham o dia todo não têm como pegar filas para receber seus salários. E fora do horário de almoço, as casas estão repletas de clientes. Aventou-se a possibilidade de os servidores receberem seus holerites nas CEF das cidades vizinhas. Mas como isso seria possível para quem trabalha o dia inteiro?

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