Entidades de proteção aos cães, de São Gotardo, protestam afirmando que lutar pela causa dos animais é um dever de todos os cidadãos, sem exceção.

Entidades de proteção aos cães e gatos, de São Gotardo, protestam afirmando que lutar pela causa dos animais é um dever de todos os cidadãos, sem exceção.

A reportagem do Centroesteurgente publicada, ontem, sobre a invasão de cães de rua à Biblioteca Municipal de Dores do Indaiá, no Alto São Francisco, provocou protestos das lideranças de entidades protetoras de animais, em São Gotardo, no Alto Paranaíba. Elas entraram em contato com o editor do site para afirmar que o que está faltando mesmo em tudo isso, por parte da sociedade, é um pouco mais de amor e o necessário discernimento sobre a grave questão. Cachorros e gatos não vão pra rua por vontade própria , mas por culpa exclusiva dos seus donos que não apenas praticam crueldades contra eles assim como, de maneira vil, se livram deles em qualquer ponto escuro do perímetro urbano.

Democraticamente, o jornalista do site selecionou algumas manifestações, como a da advogada Sydney A. Miranda Fonseca, ferrenha batalhadora pela causa dos cães, que foi dura com o Centroesteurgente, afirmando : “a reportagem foi um desserviço à sociedade”. Ela obteve a resposta de que a própria repercussão em torno do assunto foi positiva, esse era o objetivo, levando ao conhecimento das populações essa questão importante sempre vista sob os olhares da indiferença e omissão.

A publicitária dorense Luciana Oliveira Santos esclarece que o problema na sua cidade “é porque ninguém tem iniciativa de nada. Não lutam por nada e não querem fazer nada para melhorar a cidade. Assim como todo brasileiro deste país destruído por nós mesmos”.

Por sua vez, Adriana Lopes, também de São Gotardo, assim se manifesta: “Sinceramente sr. Wolney, o caso de cachorros na rua é um problema nacional! E em cidades pequenas, onde a ignorância impera, o problema é maior. Sugiro a conscientização das pessoas que isso é um problema de toda uma população e não só de prefeituras e governos. Cães na rua são vítimas de abandono, um dia tiveram donos, estes que são, veja só: moradores da própria cidade e redondezas. Não sei se acompanha a luta que é em São Gotardo, que tem ONG’s, protetores que cuidam, desembolsam dinheiro para tratar cães abandonados, doentes, vítimas de maldade humana e por aí vai. Se, cada cidadão tivesse a consciência de parar de financiar canil, e parar de abandonar cachorros e no mínimo ajudar com castrações te garanto que esse problema reduziria a zero. Convido a você a conhecer um pouco mais das ONG’s e desse trabalho duro, que é feito todos os dias, por várias pessoas e verá o outro lado da moeda e quem sabe renderá boas matérias”, conclui. .

Já o comerciante Vinicius Giffoni, que se diz também incansável defensor dos cães (tem três) faz a a seguinte declaração: “E só um pequeno grupo de pessoas arrumar um lugarzinho pra cuidar desses cachorrinhos até ficarem sadios para depois disso, encaminharem pra doação…..O que falta é amor gente!!!! Precisamos parar de reclamar e fazer algo que enobreça nossas almas”.

Virgínia Couto, igualmente de São Gotardo, tem sua opinião formada: Sr . Wolney, , desculpe -me pela intromissão, mas não podemos falar de doenças transmitidas de cães para humanos sem prévio conhecimento. E nem de perto, podemos comparar animais domésticos, como cães e gatos, a mosquitos, potencialmente transmissores de doenças. Epidemias como Dengue,, Zika e outras devem ser combatidas, já que o transmissor dessas patologias é um parasita, uma praga. Em minha opinião, não se deve fazer essa analogia. Vamos batalhar mais por nossos animais, já tão oprimidos e abandonados. Esse pode ser o início dessa jornada em Dores. Aqui em SG, a batalha é árdua, mas não é impossível.

Ana Flávia, outra são-gotardense, demonstra profundo amor aos cães. E diz: “Como blog de informação, sr. Wolney, faça um chamado à população de Dores para se movimentarem, lutarem por castração (que é a solução ) e adotantes. Só colocar culpa no prefeito e deixar as cadelas ficarem prenhes também não resolve nada. A culpa é nossa. O trabalho tem que ser nosso. E ela acrescenta: “Essa matéria é sensacionalista e pode dar margem pra população fazer mal a esses cães. Seria ideal expor o problema sem colocar a culpa nos bichos, eles já sofrem demais, por morarem nas ruas”.

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