Houve radicalização por parte dos invasores que querem o pedaço de terra da COOPADAP

O juiz Pedro Cândido Fiuza Neto, da Vara Agrária de Belo Horizonte, marcou para o dia 14 de setembro, nos horários de 9 e l4 horas, no Fórum da cidade de Rio Paranaíba, o início do julgamento da Ação de Reintegração de Posso movida pelo Cooperativa Agropecuária do Alto Paranaíba-COOPADAP contra 400 famílias que, semana passada, invadiram sua propriedade de 48 hectares no Distrito de Guarda dos Ferreiros. Ao mesmo tempo, concedeu prazo de 15 dias para que o líder dos invasores, Aderaçdo Bento Alves da Silva, apresente as alegações de sua defesa.

Tudo indica que o processo não será de curta duração porque, segundo o advogado dos ocupantes, eles também tem uma ação em fase de tramitação no MPF pedindo a partilha da terra entre as 400 famílias. A verdade é que existem muitas versões e boatos sobre os motivos da invasão.

Especula-se que grande parte das famílias estaria agindo sob orientação de comerciantes e empresários interessados em auferir vantagens financeiras da área que é valiosa.

Existe um problema gravíssimo de habitação no distrito que recebe anualmente levas e mais levas de trabalhadores de outros Estados buscando serviço nas grandes e férteis propriedades ricas em produção de alimentos hortigranjeiros, rotineiramente com problemas de falta de mão de obra. No setor rural da região do Alto Paranaíba nunca falta empregos.

Ao longo dos anos, a área urbana de Guarda dos Ferreiros mais que dobrou de habitantes gerando o caos. Peões chegam ali aos montes e armam seus barracos para residência definitiva sem qualquer infraestrutura. O cenário que se verifica na área distrital não difere das favelas. O verão está se aproximando e todos os anos nesse período se multiplica o índice de doenças poe falta de condições básicas de higiene.

Há quem atribua as responsabilidades pelo caos aos próprios produtores rurais e aos prefeitos de Rio Paranaíba e São Gotardo que jamais de preocuparam com projetos de infraestrutura para recebimento dos milhares de trabalhadores que lá decidem  assentar residência definitiva.

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