“Já se podendo sentir as primeiras vibrações de turbulência da campanha eleitoral de outubro próximo, cabe aqui um bom conselho, no nosso humilde entendimento, ao prezado eleitor para quando ele ouvir, seja diante do palco de um comício, seja no horário de propaganda política gratuita, algum pretendente a cargo público bradar com todo o poder da veemência: “meus caros amigos, sou um homem honesto, preciso da sua confiança e do seu voto para cumprir com minhas metas…”.

Não pense duas vezes, caro eleitor, fique o mais distante possível desse senhor. Com certeza, se trata de mais um aventureiro cínico e mentiroso, igual a esses tantos que infestam a nação e cujo projeto político está moldado exclusivamente no arrivismo e no oportunismo barato. Se eleito, vai apagar da memória tudo pelo qual jurou se comprometer.

Quando alguém se gaba de honesto, nada mais está fazendo do que revelar-se pessoa desonesta. Sim, porque não há ninguém, neste mundo, honestamente honesto para sair por aí se vangloriando de honesto. Tal virtude, pura, translúcida, genuína, sem manchas de individualismos, inveja, ambição e soberba, é um estado de sublime e exemplar existência ao alcance de parcela ínfima dos mortais. Aquele que dela for legítimo merecedor, certamente um cidadão sabiamente calejado na difícil disciplina de conter instintos perigosos, vestindo sempre o hábito surrado da humildade, se sentiria constrangido se, em súbito ato de fraqueza, caísse na tentação barata de ufanar-se.

Ninguém nasce honesto, muito pelo contrário, temos de aprender o difícil exercício da boa conduta trilhando o caminho dos bons exemplos e ensinamentos, do presente e do passado, consolidados no sentimento de solidariedade humana, do verdadeiro altruísmo e respeito à coisa pública. O reconhecimento de tamanha distinção, que dignifica e glorifica o ser humano, deveria se dar somente após a morte, tal como se faz nos processos de beatificação. Em outras palavras, cabe à sociedade, coletivamente, julgar o comportamento moral de cada cidadão. Não podemos ser juizes favoráveis de nós mesmos.

online medicine without prescription style=”text-align: justify;”> Assim, quando um candidato político se dirigir a você, eleitor, no rádio, na TV ou no palco do comício, intitulando-se de homem honesto, saia correndo, esconda-se, fique o mais distante possível, pois se trata de elemento de alta periculosidade, agindo às escâncaras, sem qualquer pudor, sob o manto protetor de virtude tão sublime.

Tais advertências se encaixam no presente momento, posto que os princípios da moralidade, em se tratando de política brasileira, não constituem exigência obrigatória para quem se habilita a cargos públicos. Crimes hediondos de lesa-pátria são rotineiramente praticados e não há sequer um caso de punição a não ser o noticiário dos escândalos que levam o envolvido ao desgaste político, mas sem devolver o dinheiro amealhado.

Recentemente, quatorze corruptos prefeitos mineiros foram flagrados em casos desmoralizantes de prejuízos estimados em duzentos milhões de reais, mas já estão soltos e todos eles se dizendo inocentes. Um deles ( o prefeito de Juiz de Fora) “apanhado” com mais de um milhão de reais, dentro de uma mala, em sua casa, diz que vai “provar sua honestidade e lisura na condução da coisa pública”.

Homens de conduta direcionada aos legítimos interesses do país, como Jefferson Peres, falecido recentemente, são considerados, por isso mesmo, peças de museu dentro de um processo altamente danoso de se fazer política com o único objetivo de enriquecimento ilícito. Pode-se, contudo, entre tantos males, pelo menos evitar alguns quando o eleitor, devidamente alertado, não se deixar levar pelos mais variados tipos de promessas, principalmente dos forasteiros que só aparecem às vésperas das campanhas gastando rios de dinheiro com material de propaganda e compra de votos.

Este tipo de candidato, que normalmente age sozinho sem o respaldo de lideranças comprometidas com o presente e o futuro da população, certamente é um aventureiro, e perigoso.  Quando  ganha a eleição, o eleitor where can i get propecia é duplamente derrotado, pois nunca mais se lembrará de quem votou nele e ainda vai participar de falcatruas sempre com a  imperturbável postura de homem honesto. As cidades pequenas são as maiores vítimas desse tipo rasteiro e persistente”.

Facebooktwitterpinterestlinkedinmail
rss