Prefeito corrupto de Rio Paranaíba deverá ser cassado

Prefeito corrupto de Rio Paranaíba deverá ser cassado

Na maioria das cidades do Alto São Francisco e Alto Paranaíba, entre os rios Indaiá e Paranaíba, no centro-oeste mineiro, a corrupção nas prefeituras e no legislativo atingiu níveis estarrecedores tornando-se hábito tão corriqueiramente solerte e permissivo que os políticos desonestos agem como se nuvens de insaciáveis gafanhotos atacando uma lavoura.

Não se constrangem de praticar negociatas com dinheiro público nem mesmo antes de se elegerem, para quitação após assumirem o poder. 

O leitor não acredita? Pois pode acreditar! E o autor desta informação é ninguém menos que o promotor público José Geraldo de Oliveira Silva Rocha, responsável por brilhante trabalho na condução de uma Ação Civil Pública na qual conseguiu provar não só as ditas negociatas envolvendo o atual mandatário de Rio Paranaíba, Márcio Antônio Pereira, assim como logrou êxito também em descobrir outra surpreendente falcatrua na prefeitura: em apenas um dia o órgão municipal conseguiu a  incrível façanha de realizar seis licitações públicas, proeza da qual não seria capaz  a mais eficiente administração.

O certo é que Silva Rocha não teve a menor dúvida de requerer a pena de perda da função pública para o prefeito, bem como a suspensão dos seus direitos políticos por oito anos e ainda, o que é muito salutar, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor roubado, incluindo-se a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

Ainda como candidato, o descarado governante de Rio Paranaíba, que dificilmente escapa das condenações, montou um esquema com várias pessoas, donos de firmas, no sentido de elas trabalharem em sua campanha bancando todos os custos, claro, a serem recompensados após as eleições através de cargos efetivos de assessoria jurídico-administrativa pelos privilégios do sistema de cartas-convite todas elas direcionadas, ou seja, exclusividade reservada  a apaniguados.

O representante do MP de Rio Paranaíba enquadrou todos os proprietários das referidas firmas envolvidas nas “mutretas” com o prefeito Márcio Pereira, além do afastamento de servidores públicos envolvidos, num total de sete réus.

        COMANDANTES DA CORRUPÇÃO

"Jiboia" não acertou o bote

“Jiboia” não acertou o bote

Na verdade, os agentes públicos sempre se utilizaram de refinados mecanismo para se apropriarem de recursos públicos, mas nos últimos anos vêm se descuidando em acompanhar os avanços de positivas mudanças nos meios de comunicação. Trata-se do grande poder de tiro das redes sociais, agora, agindo no papel de implacáveis olhos e ouvidos do povo como fiscais do serviço público, motivo pelo qual os políticos são repetidamente flagrados roubando o erário público.

Pelas bandas do centro-oeste mineiro, nas regiões do Alto São Francisco e Alto Paranaíba, bem pertinho uma da outra, as cidades de Dores do Indaiá, São Gotardo, Ibiá e Rio Paranaíba são useiras e vezeiras em se destacar, negativamente, nas páginas de sites em manchetes de escandalosos casos de corrupção envolvendo políticos do executivo e legislativo.

Joaquim Cruz, de Dores do Indaiá, campeão das CPIs

Joaquim Cruz, de Dores do Indaiá, campeão das CPIs

Em Dores do Indaiá, o prefeito Joaquim Ferreira da Cruz, o “Sô Quim”, ocupante do cargo em três mandatos, entrou para a história política da região com o título de campeão das CPIs. Já foi alvo de cinco investigações e no seu último governo deixou a cidade quebrada e empobrecida com uma dívida superior a R$ 10 milhões.

Em São Gotardo, o atual prefeito Seiji Eduardo Sekita é réu em denúncias já comprovadas até pela polícia em um vergonhoso caso de mensalão. Sua cassação era inevitável e para ela não acontecer aliou-se, através de negociata, ao fidagal inimigo político Paulo Uejo, ex-mandatário também eleito três vezes, uma vez cassado e réu de vários processos por causa de corrupção grossa. A Polícia Federal o investiga por sumiço de verbas do “Minha Casa Minha Vida”. É acusado até de falsificar documento com ajuda do presidente da Câmara Municipal, Claudionor Anicésio, criando condições aparentemente  legais para poder se candidatar, em 2012. Foi condenado, os dois foram penalizados.

Aliança de Sekita com rival Uejo foi um tiro no pé

Aliança de Sekita com rival Uejo foi um tiro no pé

Sobre a referida aliança, eles nem puderam comemorar, pois a reação de protesto da população foi imediata e fulminante. Uejo, médico, iria assumir a área de saúde local, mas não pôde, até agora. Caso assuma será processado, imediatamente, através de uma Ação Civil Pública já em mãos de advogados. É réu reincidente com o nome no arquivo de “Fichas Sujas” e está impedido de contratar com o serviço público. Não obstante, vinha ludibriando a lei nos hospitais das cidades de Rio Paranaíba e Arapuá.

Por último, temos o lendário Paulo Jibóia,  prefeito de Ibiá, igualmente, três vezes eleito. Em seu último governo teve as contas financeiras rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) devido a irregularidades na aquisição de leite em pó destinado a mães carentes, em convênio celebrado entre o município e o Fundo Nacional de Saúde (FNS).

 Uejo deverá cair na própria armadilha

Uejo: caindo na própria armadilha

 A rejeição das contas o tornou um político “ficha suja”. Mesmo sabendo do risco de não ser empossado caso fosse eleito, por causa de sua ficha suja, decidiu disputar as eleições de 2012  e recorreu quando teve a candidatura cassada pelo TRE. Mas as coisas acabaram mal para “Jibóia” que desta vez não se deu bem na tentativa de dar o  bote.

Centroesteurgente@yahoo.com.br

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