SÃO GOTARDO/URGENTE – Faltando menos de dois meses para as comemorações sem os tradicionais desfiles de rua, por falta de dinheiro, dos 99 anos de sua emancipação de Rio Paranaíba, ocorrida em 1915, esse município  do Alto Paranaíba vive a pior  crise político-administrativa de sua história, em estado  de quase completa  paralisia tanto no  executivo municipal quanto na  Casa Legislativa.

A Prefeitura está literalmente quebrada, se utilizando de remanejamento de verbas para cobrir setores deficitários de maior necessidade, mas tão grave quando isso é o fato de o prefeito Seiji Eduardo Sekita estar abdicando dos seus devere administrativos para cuidar exclusivamente das tentativas de dificultar os trabalhos de uma auditoria aberta contra ele pela Câmara Municipal e cujos resultados incriminadores, se devidamente comprovados, poderão lhe custar perda do mandato.

Câmara: vereadores acintosamente contra o povo

Câmara: vereadores acintosamente contra o povo

Agindo por conta própria, desrespeitando uma liminar em vigor,  a Comissão de investigações da Câmara presidida pelo vereador Gilberto de Oliveira Cândido, lhe concedeu prazo até ontem, às 18 horas, para entregar pastas de documentos licitatórios na área de saúde, mas mesmo assim ele não as entregou. Hoje, ficou documentalmente comprovado que ele não quis apresentar os papeis.

Dizem que a concessão feita por Gilberto de Oliveira visou abrir exceção de dar a ele um prazo privilegiado enquanto aguarda julgamento, pelo Tribunal de Justiça, de um recurso tentando derrubar a liminar do juiz Ademir Bernardes de Araujo Filho. Sekita está flagrantemente desrespeitando o Poder Judiciário de São Gotardo com o único objetivo de prejudicar os levantamentos a cargo de uma auditoria.

Na verdade, os riscos de Sekita ter seus direitos cassados podem estar muito mais perto do que se pensa, pois suas manobras mirando dificultar os trabalhos de auditagem nos documentos relativos a licitações na área de saúde sob suspeita de superfaturamento e fraude afrontam uma decisão judicial, motivo pelo qual poderá ser adotada contra ele a mesma punição dada ao prefeito de Rio Paranaíba, afastado do cargo por seis meses.  

Ele, rotineiramente, vem se recusando entregar os papéis e, ontem, dia 4/8, novamente afrontou a  liminar do juiz Ademir Bernardes Araujo Filho. Ele tinha prazo até as 18 horas para atender a determinação, mas não quis fazê-la. O que repercute negativamente é que a mesa diretora da Câmara e a Comissão de Investigações ainda não se manifestaram sobre os procedimentos jurídicos a serem adotados.

Seiji Sekita, diante de sua clara tentativa de prejudicar as investigações, poderia ser alvo, agora, até mesmo de um pedido de cassação dos seus direitos políticos, mas os trabalhos na Câmara são conduzidos a passos de tartaruga de forma a lhe proporcionar o tempo necessário enquanto aguarda julgamento do seu recurso no Tribunal de Justiça. Em outras palavras, continua não existindo, por parte da Casa, o desejo de punir irregularidades praticadas contra os cofres públicos…

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