Gerente geral  Geraldo Magela ouviu acusações de má-fé

Gerente geral Geraldo Magela ouviu acusações de má-fé

Sociedade de economia mista que visa friamente o lucro como qualquer empresa, a COPASA – Companhia de Saneamento de Minas Gerais  quando assina um contrato de prestação de serviços com um município está de olho, antes de tudo,  em realizar  um bom negócio.

Foi  exatamente esse procedimento que adotou em 30 de junho de 2008 quando assinou com o então prefeito Paulo Uejo um contrato no qual assumiu o controle da rede de esgoto de São Gotardo, no Alto Paranaíba, comprando todos os direitos por um preço que, segundo a população do município, foi sub-avaliado, intencionalmente, de má-fé, altamente lesivo, em  comum acordo entre as partes.

Tudo foi concebido de maneira que ela pudesse tirar do compromisso firmado  a realização até de serviços essenciais ao município  que não lhe interessavam..

P1020914Ao participar, ontem, na Câmara Municipal, de uma reunião – que teve  momentos de clima tenso – para dar explicações sobre preços escorchantes de tarifas de recolhimento de esgoto cujos serviços sequer estão sendo executados,  o gerente geral  da empresa  no alto Paranaíba, Geraldo Magela, teve de ouvir clara e sonoramente estas acusações, por parte  de um vereador.

P1020915Mas  Geraldo Magela fez uma revelação gravíssima durante a série de questionamentos. Ao vereador Ganga ele  deixou escapar  que o balneário de São Gotardo teve  de passar por novo período de obras com gastos de R$ 5.400 milhões pois correu sérios riscos de rompimento. Essa declaração, na opinião dos vereadores mostrou o nível de irresponsabilidade com o qual se construiu a represa.

Durante a reunião aberta pelo presidente da casa, Claudionor Anicésio, às  14h30, Magela teve de responder a  pesadas críticas  dirigidas à sua empresa. Através do contrato se permitiu que ela fosse amplamente favorecida com o “filé” dos serviços, se dando o luxo de tirar fora do compromisso  todos os distritos, além de cobrar caro por serviços de recolhimento do esgoto não executados.

Presidente Claudionor abriu a sessão

Presidente Claudionor abriu a sessão

A Câmara Municipal parece ter, de fato, entrado no clima das manifestações de ruas do mês de junho  e resolveu mesmo colocar os diretores da Copasa contra o paredão.

P1020936Todos eles foram alvos de um verdadeiro interrogatório no qual se deixou nítida conotação de uma empresa, hoje,  desgastada e antipatizada pela população. Isso ficou claro nos protestos maciços de todos os vereadores  e da atual administração pública municipal, através do vice-prefeito Carlos Camargos.

P1020917Magela, com certeza, não tinha autonomia para resolver questionamentos em torno do contrato do recolhimento de esgoto, por isto, nesse sentido, pode-se dizer que a reunião não avançou, o que não vai afetar em nada a decisão da Casa Legislativa de buscar uma solução em âmbito judicial. Entretanto, ficou claro que a firma vai fazer, urgentemente, uma reavaliação dos seus serviços, conforme ela mesma prometeu, ontem.

O gerente geral deixou o compromisso de que, em 90 dias, não existirão mais problemas de desabastecimento de água  em vários bairros. Não faltará água nem mesmo nos locais mais altos da cidade. A outra promessa é de que no primeiro trimestre de 2014 estarão concluídas as obras da rede de esgoto, incluindo Guarda dos Ferreiros.

O vice-prefeito Carlos Camargos também fez duros pronunciamentos afirmando que sua administração muitas vezes é cobrada como se indiferente aos problemas, mas somente nos primeiros seis meses de mandato a Copasa foi interpelada três vezes em decorrência  do não cumprimento do contrato e dos inúmeros problemas.

Houve um clima de tensão quando o vereador Odair Mussi, depois de relatar uma série de falhas no sistema implantado pela Copasa, ainda fez questão de acusá-la, juntamente com o ex-mandatário Paulo Uejo, de ter usado a ma-fé visando somente seus interesses em detrimentos da população.

O vereador Valdivino Honorato Oliveira questionou os lucros exagerados da empresa, colocando a proposta de que as tarifas necessitam de uma revisão, pois chegará o momento em que as famílias mais humildes não terão como pagá-las.

A vereadora Maria Madalena Lopes de Queiroz fez críticas aos cronogramas anuais e planejamentos da empresa. E foi sarcástica em relação aos erros bisonhos de engenharia nos escavamentos de valetas que se transforam em verdadeiras armadilhas na cidade.

O vereador Adriano Leonel, falando por Guarda dos Ferreiros, além de pedir informações sobre a data de inauguração do sistema de esgoto no distrito, quis saber sobre as responsabilidades municipais de recolhimento nos locais situados   na divisa com Rio Paranaíba.

Por sua vez, Marcilon Rodrigues se mostrou preocupado quando os executivos da Copasa disseram que o esgoto de guarda dos Ferreiros  será lançado no Córrego Confusão, pois é muito estreito e com pouco volume de água para dar vazão a tanta descarga. Foi também de Marcilon a interrogação sobre a frequente destruição de matas ciliares na cabeceira do Confusão, colocando em risco  as nascentes.

Os vereadores presentes: Adriano  Leonel Andrade, Célio Martins dos Reis, Genésio Martins Neto, Gilberto de Oliveira Cândido, José Geraldo Vieira, Marcilon Laci Rodrigues, Mauri Ignácio Morais Silva, Maria Madalena Brasileiro Lopes Queiroz, Odair Mussi, Onofre Roberto de Oliveira, Valdivino Honorato Oliveira e Ricardo Nunes.

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