Ali de pé circulando por toda a área da Matriz Nossa Senhora das Dores, em Dores do Indaiá, no Alto São Francisco, e tendo perto dele um cartaz afixado numa vara comprida com dizeres em rabiscos de Linguagem ininteligível, um homem supostamente frade vestido com o hábito da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, longas barbas e cabelos brancos, aparentando idade entre 58 e 60 anos , vem despertando muita curiosidade. Quem será ele? Um líder espiritual desse tipo fanático pregando o final dos tempos? Ou será mais um maluco desses tantos costumeiramente perambulando pelas ruas e praças da cidade? Morador local, certamente, ele não deve ser, pois ninguém o conhece… O que estará fazendo em Dores do Indaiá? Não resta dúvida de que o suposto religioso traja a vestimenta de cor cinza dos franciscanos. Basta ver que traz amarrada à cintura a lendária corda com os três nós atestando os emblemáticos compromissos de “pobreza”, “castidade” e “penitência”, além de calçar as típicas sandálias da humildade. Estranho mesmo é a faixa branca que lhe desce do ombro esquerdo até a cintura. De fato, sua figura singular, apesar de despertar muita curiosidade na praça da Matriz, não constitui surpresa aos 13.700 habitantes rotineiramente habituados a ter suas agências bancárias invadidas por quadrilhas de bandidos jamais aprisionadas, além de vítimas constante dos seus políticos corruptos que se atiram sobre a cidade como se vorazes abutres.

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