Ainda repercute fortemente em São Gotardo  e junto aos filhos desta cidade residentes em outras partes do país  e exterior a reportagem do Centroesteurgente, de 14 último, denunciando que a tradicional “Festa Nacional da Cenoura”, perto de completar 21 anos, não passa de “engalopação” dos seus políticos para disfarçar a mentirosa encenação de que o município é a capital nacional da produção dessa raiz. (Abaixo, no final da matéria, outras enganações das quais a cidade foi vítima) 

Nem mesmo os moradores de São Gotardo tinham conhecimento da falsidade que envolve o plantio local de cenoura.  Eles  se  sentem vítimas de mais uma tapeação,  entre tantas,  da politicagem no Legislativo e no executivo municipal.! Este site recebeu, pelo bate papo do Face, dezenas de comentários maliciosos e revoltados de são-gotardenses exprimindo frustrações e decepções por terem sido enganados por tanto tempo.

Quase todos, incluindo os residentes fora, disseram que comparecem ao evento muito mais pelo  sentimento de ufanismo  como filhos do município  maior produtor  nacional de cenoura. O leitor J.P.S. foi incisivo: “Nunca mais sairei de São Paulo para a Fenacen se os japoneses   persistirem  no descaramento de continuar com ela”. Outro cidadão,, M. A. P., deduz que “a festa atende apenas a interesses comercias para exploração dos shows de cantores sertanejos”.

De fato, São Gotardo nunca foi um destacado centro produtor da leguminosa, apesar de ter participação importante nos seus 10 % de terra  no PADAP em atividades de soja, café, milho e pecuária. Apenas implantou no município, por volta de 1988, o gênero dessa cultura. O privilégio de capital nacional de cenoura pertence à vizinha Rio Paranaíba, de 20 mil habitantes, cujo polo produtor detém 99 % da cultivar em área de 60 % do PADAP.

Parece piada, mas a cidade de RP jamais pretendeu denunciar a farsa e reivindicar o título unicamente pelo fato de que, segundo afirma  um morador,  “enquanto São Gotardo se delicia no papel de imprudentes e ruidosas cigarras festeiras nas comemorações da Fenacen nós  abocanhamos os milionários tributos arrecadados das safras e outros projetos”.

Registre-se que SG tem sido alvo de frequentes golpes sob os olhares indiferentes  dos políticos locais. Não faz muito tempo,  em 2013, a firma Verde Fertilizantes anunciou um projeto de exploração de potássio nos maciços do Rio Indaiá que envolvia área de 16 mil hectares e empregos diretos e indiretos estimados em 12 mil. O Parque de Exposições da cidade lotou de gente, inclusive, o prefeito Sekita, em apoio ao empreendimento que mais tarde se revelaria um espetacular conto do vigário denunciado aqui no centroesteurgente. Até loteamentos chiques foram criados para garantir expansão e moradia aos investidores em projetos paralelos. Tudo  terminou  em fracasso e sem fiscalização    dos políticos  preocupados  somente com as vantagens eleitoreiras. Mas torna-se obrigatória a citação de que pelo menos o então vereador Odair Mussi  se empenhou e fez o que pode contra a tentativa de logro. Vale, nesse caso, a intervenção do geólogo Pedro Gervásio Ferrari. Ele reconhecia a existência de potássio no verdete do Indaiá, “mas não existe   no mundo a tecnologia capaz de separar o minério da argila impregnada no torrão”. Além disso, “o teor de potássio  no verdete é tão insignificante  que o custo torna inviável sua exploração”. Nem isso foi suficiente para exigir dos políticos locais as devidas providências.  O falso projeto acabou morrendo por conta de denúncias do Centroesteurgente e pela falta de credibilidade, a partir de então…

Uma máquina “Vibroseis” a dois quilômetros do Gordura

A outra acachapante demonstração de menosprezo à cidade, sem nenhuma ação fiscalizadora dos políticos e demais autoridades,  foi o badalado empreendimento de exploração de petróleo e gás, em 2010, também nos elevados do Indaiá. Tudo não passou de encenação pública para justificar   gigantesca operação de lavagem de dinheiro que tinha a cumplicidade do Governo Lula. Gigantescas máquinas, os “vibroseis”, começaram a chegar à região de Vila Funchal, “Gordura”. De tão pesadas tinham de ser desviadas para não abalar a estrutura de casas antigas. Durante meses o povo fantasiou riquezas para o município oriundas dos campos de petróleo e gás. O geólogo Pedro Gervásio Ferrari cansou de denunciar  a enganação, mas nunca  levado a sério pela politicagem que sonhava com os dividendos eleitorais. Ferrari dizia que, pelos seus conhecimentos, não havia a menor chance de existir petróleo   e gás na região. De repente, as máquinas desapareceram!   Hoje, estão apenas na memória das  vítimas  conduzidas  ao logro. Ficou provado que   o geólogo sabia do que falava.

 

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