Nos últimos anos a Casa Legislativa de Dores do Indaiá  vem sendo transformada em  escritório de negociatas

Nos últimos anos, a Casa Legislativa de Dores do Indaiá vem sendo transformada em balcão de negociatas

 A população de Dores do Indaiá, no Alto São Francisco, centro-oeste mineiro, deve ficar atenta, pois está sendo tramado nos corredores de sua própria Câmara Municipal um plano mirando tornar impossível a votação aberta de viva voz marcada para a segunda quinzena de abril próximo com a finalidade de julgar o escandaloso caso em que o ex-prefeito Joaquim Ferreira da Cruz  lançou mão de preciosos recursos públicos para concessões de polpudos descontos no pagamento de ITBI a um seleto grupo de 127 pessoas do seu íntimo relacionamento, filho, parentes, cabo eleitorais, secretários e até mesmo o atual vereador José Oldack Pinto, fiel escudeiro de cujos serviços dispõe na Casa Legislativa.

Pela Constituição Brasileira as votações no Congresso passaram a ser abertas, obrigando os legisladores a manifestarem suas decisões de viva voz. Em Dores do Indaiá, no entanto, sob a hilariante desculpa de possíveis ajustamentos da Carta de Minas ao modelo federal, um grupo de vereadores articula uma saída visando beneficiar o ex- governante assim como fizeram, recentemente, quando foram bem-sucedidos na tentativa de obstar a rejeição das contas financeiras referente ao exercício do seu último mandato.

Elias

Elias Ferry

José Oldack

José Oldack

Vanderlei

Vanderlei Rodrigues

Osanan

Osanan Veloso

Leonardo

Leonardo Diógenes

Presidente José Marinho

 José Marinho, presidente

Silvio Silva

Silvio Silva

Flávio Carvalho

Flávio Carvalho

Wilton Felix

Wilton Felix

Desde o dia 10 de março último, por iniciativa dos vereadores Silvio Silva, Wilton Felix da Silva e Flávio Pereira Carvalho, está em vias de ser julgado  na Câmara um importantíssimo projeto com o objetivo de acabar com o sistema de votação secreta que, no entendimento deles, atenta contra os interesses da sociedade, além de constituir viciosa imposição de cegueira aos cidadãos.

No texto do projeto, eles destacam, entre várias citações sobre direitos consagrados de cidadania, o seguinte parágrafo: “Defendemos a divulgação de todos os passos de um parlamentar para que suas atividades possam ser acompanhadas pela sociedade. O direito de acompanhar um mandato deve ser garantido aos cidadãos. Defendemos o voto aberto em todas as circunstâncias. Querer o contrário é estar do lado do atraso. É querer continuar impondo a cegueira ao cidadão”.

Mas esse não vem sendo o pensamento da maioria dos vereadores, não por coincidência, os mesmos que, recentemente, ao invés de se colocarem ao lado dos interesses do município, preferiram rezar na cartilha coberta de irregularidades do ex-mandatário e impediram a reprovação das contas financeiras referentes ao exercício do último dos seus três mandatos.

Não se pode entender como um político acusado em cinco CPIs, réu contumaz nos mais variados  escândalos de  irregularidades e, agora, envolvido também em queima de recursos públicos mirando concessões de benesses a amigos e parentes,  possa ser tão merecedor da simpatia de certos  vereadores. Ilustrando tais observações, um leitor mandou ao nosso site a seguinte mensagem: “sobre o dinheiro do povo que ele presenteou aos 127 amigos e parentes duvido que ele fizesse isso se a grana fosse dele. Tanta sujeira assim só mostra o eterno menosprezo dele por Dores do Indaiá”.

centroesteurgente@yahoo.com.br

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