Para se medir a importância decisiva das redes sociais nas eleições de outubro próximo basta ouvir o que disse um político, recentemente,  durante um programa de TV, usando de muito humor: “de cada 10 candidatos a cargos eletivos, com certeza, onze estarão grudados nelas”.

Aécio ainda combalido pelos socos nas pesquisas

Aécio ainda combalido pelos socos nas pesquisas

Sua afirmativa está absolutamente correta. Ano passado, segundo os institutos de pesquisas, mais de 50 % dos brasileiros freqüentaram, via  computador ou telefone,  as mais variadas modalidades de redes sociais, e, neste 2014,  um número nada desprezível de 70 % estará, definitivamente, enraizado nestes modernos meios de comunicação.

Isso equivale dizer que as eleições serão decididas via internet e os políticos tentarão capturar  sentimentos e reivindicações  da população, diretamente, por este sistema. A classe política foi apanhada de surpresa nas mobilizações populares de junho último. Só então passaram a valorizar as redes sociais. Tradicionais candidatos  julgados imbatíveis e que, presentemente ,  não conseguem   explicar suas péssimas colocações  nas pesquisas  vão apostar no poder das redes,  tentando melhorar suas imagens, assim  como fez Barack Obama, na sua primeira eleição.

Este é o caso, por exemplo, do ex-governador e atual senador Aécio Neves, pré- candidato à presidência da República, pelo PSDB. Até hoje, não conseguiu fazer  sua campanha  decolar.  Para tristeza de quem o apóia, vem assistindo a regressão do seu nome  até mesmo em Minas, onde era muito forte. Por causa disto,  anunciou, neste dia 14, a contratação de uma equipe profissional  altamente especializada só para acompanhar  o eleitorado, nas redes sociais, em todo o país.

Herdeiro político do seu avô Tancredo Neves, ele  jamais necessitou de sacrifício para fazer   a divulgação  bem-sucedida dos seus projetos. Sempre se utilizou da mensagem direta da TV, mas os tempos mudaram a partir das manifestações de junho último quando  viu seu nome ruir nas pesquisas, assim como o do afilhado Antônio Anastásia. Hoje, ele figura em péssima colocação na preferência do povo e já há quem o aconselhe a desistir de concorrer com Dilma, optando pelo governo mineiro numa disputa polemizada com o petista Fernando Pimental   ora  liderando as pesquisas.

Embora figurando também  como réu em graves crimes de corrupção praticados na prefeitura de BH,  (desvio de recursos no Projeto Olho Vivo) Pimentel  já iniciou, há tempos,  sua estratégia de candidatura  e vem  desfrutando, de  forma competente, da máquina partidária. Aparece com 40 % na preferência popular enquanto o PSDB sequer conseguiu apontar um nome.

Aécio sempre se vangloriou do seu prestígio em Minas a ponto de afirmar que não precisava dos votos das professoras para se eleger. Assim como Anastasia, adotou uma política profundamente conflitante com os interesses do setor. Agora, se encontrando muito desgastado, terá de vencer esta imagem negativa que se espalhou por todo o país. Fora de Minas, o atual senador não tem qualquer expressividade.

Neste dia 15, Aécio compareceu a TV Record e concedeu entrevista ao jornalista Heródoto Barbeiro quando jogou a culpa no PT por todas as repercussões negativas  publicadas na imprensa envolvendo comentários pesados sobre sua vida pessoal. Disse que isso é coisa do PT e, certamente,  vão aumentar no caso de aceitar ser candidato à presidência.

Sempre citando o nome do avô Tancredo Neves, em cujo modelo político se inspira, não quis adiantar nada, por enquanto, sobre seus projetos, no caso de ser eleito,  mas afirmou:  “ temos 12 desafios a serem anunciados, futuramente, e quem conheceu nossa  competência nas áreas de saúde e educação (?), certamente, haverá de reconhecer esse mérito  no  processo eletivo”.  Aproveitou para anunciar também que seu afilhado Antônio Anastasia , em março, entrega o governo em busca de uma cadeira no Senado.

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