(EDITORIAL)
 
Minas Gerais sempre procurou manter  seu  típico   jeito solene e  pomposo de aparente respeitabilidade política forjada em  antigas tradições de sólidas e confiáveis lideranças,  mas, de uns tempos para cá, o sedutor reluzir de toscos  cristais   vem sendo   vendido, sucessivamente,  em campanhas eleitoreiras como se valiosos diamantes sem jaça.
 
Se enquadram exemplarmente no caso  esses dois rapazes, Aécio Neves e Anastasia,  ora  vivenciando os privilégios do poder  apenas e unicamente  por terem sido  bafejados pela oportuna e feliz coincidência de os receberem  como se jogados  em seus colos, de mão beijada, originários da  herança política deixada por  Tancredo Neves de quem também não há muitos elogios a tecer.

 OPI-3001.epsAté assumirem seus cargos ou mesmo enquanto  refestelados em suas poltronas jamais tiveram  a necessária experiência   pessoal  nascida no contato de  ouvir a voz  das   ruas. Nunca vivenciaram o povo de perto e nem nunca ouviram as angustias das classes menos favorecidas.
 
Ouçam, leitores,   o timbre das vozes de Aécio e Anastasia, olhem bem seus rostos  e haverão de observar neles a total ausência de expressividade do legítimo sentimento  adquirido enquanto ouvindo  as aflições de cidadãos  desesperados.Charge-Antonio-Anastasia
 
Aliás, sobre a possibilidade de tais virtudes  como fruto do solidário convívio com as massas, eles jamais poderiam ostentar o   mais leve sinal, pois sempre empreenderam suas atividades   no interior  de requintados escritórios.  Nunca viram o povão de perto.
 
Por falta de tato e sensibilidade, de visão e solidariedade, não sem motivos,  os dois foram implacáveis em medidas contra os professores. Não sem motivos, Anastasia ousou buscar no Tribunal de Justiça os rigores da lei para  sufocar manifestações de rua nos 853 municípios, verdadeiro atentando contra as tradições de um Estado historicamente defensor das liberdades e garantias individuais.
 
Não sem motivos, Anastasia mandou buscar em Brasília 150 homens da Força Especial do Exército para reprimir as manifestações de livre expressão, recusando-se dialogar com as lideranças do movimento.
 
E também não é sem motivos que os dois  governadores  se caracterizam pela  constante  “queima” de fabulosas  montanhas de dinheiro com propagandas enganosas de auto glorificação. Claro  que  tais gastanças a  grande mídia as  recebe interesseira,  gulosa, submissa e  cortesã.
 
Mas o castigo lhes chega, agora,  a cavalo, com as legítimas e radicais manifestações de rua que os deixam desnudos, pelados, desacreditados e emudecidos  sem mesmo conseguirem se explicar aos mineiros e ao país.
 
Votar em Aécio  para presidente, por ele ser mineiro, é apenas continuar apostando  no apodrecimento moral da política. Reconstruir a nação implica em começar do zero.  Esse rapaz adquiriu  sua ascensão política ao preço  de constantes  queimas de grossos calibres dos recursos públicos, mas seu  brilho de falso diamante já  não é suficiente para representar  Minas  quando, à frente de suas intenções políticas,  se dirige à nação.
 
Um sonoro e condenatório não ao corrompido PT de Lula e Dilma. Mas,  igualmente, no PSDB, com exceção de Fernando Henrique, não sobrou ninguém.  Fora, José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio e Anastasia!!
 
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