André e Ed  procuram  um elo perdido

André e Ed em busca de um elo perdido

Nada nesse mundo pode ser tão precioso e sagrado quanto uma relação de amor que liga um filho aos seus pais biológicos. Certamente, um sentimento impossível de ser mensurado! Pais geram filhos que, por sua vez, crescem, ganham sabedoria e amadurecimento em clima de harmonia e aconchego sob um mesmo teto! Mas no caso de André Moreira de Carvalho as relações em família não tiveram essa marca caracterizada pelo elo sanguíneo. Filho adotivo de Ed Carvalho, de São Gotardo, ele jamais poderia se queixar do amor e carinho que sempre recebeu. Não obstante, já perto de completar 44 anos de idade, lhe falta preencher um grande vácuo em sua vida: encontrar seus verdadeiros pais que o destino o privou  de conhecer!

O pai adotivo de André se chama Ed Carvalho, de tradicional família em São Gotardo, Alto Paranaíba. Ed é originário do extinto Distrito de São José das Perobas. Ele fez parte da última leva de moradores que abandonaram a vila, por causa de gravíssimos fenômenos da natureza. Atualmente, tem 79 anos e reside em Baixo Guandu, Espírito Santo, de onde fez a solicitação a este site para ajudar a encontrar os pais biológicos do filho.

“Prezado jornalista, disse ele, já tenho 79 anos, não sei o que virá no dia de amanhã e, assim sendo, gostaria que meu filho, já praticamente vivendo sozinho, conhecesse os pais, caso ainda estejam vivos.

De fato, André mora sozinho, em Goiânia, sendo esse o motivo de Ed desejar encontrá-los.

E, de acordo com as poucas informações disponíveis, André nasceu no dia 24 de agosto de 1971 e sua mãe seria uma goiana natural de Jataí, mas Ed nunca teve qualquer outra informação dela. O filho foi deixado pelo próprio avo, dirigindo um Jeep, na creche Menino Jesus,  de Uberlândia, que fica atrás da antiga rodoviária. Os responsáveis pela instituição não exigiram qualquer documentação dos doadores. Ed, por sua vez, não teve também qualquer dificuldade para adotar a criança a quem batizou pelo nome de André Moreira Carvalho. À época quem se encontrava à frente da entidade era a irmã Bernadete que, hoje, ainda estaria viva.

“Não tive dificuldade alguma para fazer a adoção, o menino me foi entregue, pura e simplesmente, pela freira Bernadete que era diretora da creche e quem intermediou o processo, sem exigência de nenhuma documentação minha. Acho que essa irmã ainda vive e se encontra no colégio das freiras de Monte Carmelo”.

Com muito orgulho, Ed conta que jamais escondeu a André que não era seu pai verdadeiro. “Quero dizer, disse ele, paí é quem cria, mas nunca escondi a verdade ao meu filho que, ao mesmo tempo,  não se ressente de qualquer  trauma por conta disto e fico muito contente e realizado pelo desejo dele de conhecer seus genitores”.

Curiosamente, André Moreira Carvalho está morando em Goiânia, certamente, não muito distante da cidade de Jataí onde nasceu e onde ainda residiriam seus pais. Quem sabe se o destino não reserva um final feliz para esta comovente história?

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