Os auditores contratados em Araxá pela Câmara de Vereadores de São Gotardo, Alto Paranaíba, recolhem, amanhã, na Prefeitura, os últimos documentos fiscais sob suspeitas de fraude e superfaturamento na aquisição de remédios na área da saúde municipal, mas  deixam no ar uma notícia, certamente, decepcionante e preocupante.

Câmara Municipal, aqui se toma decisões contra  o povo

Câmara Municipal, aqui se toma decisões contra o povo

Segundo suas informações, vão apresentar relatório dos levantamentos somente no dia 30 de agosto, permitindo um vácuo extensamente silencioso  e suscetível de prejuízos irreparáveis às investigações até aqui acarretadas de problemas criados pelo próprio prefeito Seiji Sekita e seu secretário de Administração Claudionor Anicésio, useiros e vezeiros em tentativas de retardar ou atrapalhar os trabalhos até mesmo afrontando decisões judiciais.

Em Dores do Indaiá, cidade próxima onde a Câmara local realiza investigações semelhantes na  Prefeitura, a empresa de auditoria não se incomoda em divulgar dados à medida que eles vão surgindo, iniciativa elogiada pela população muito interessada no acompanhamento dos trabalhos que buscam esclarecimento em torno de desfalques aos cofres públicos estimados em milhões de reais.

Em São Gotardo, considerando-se que o executivo municipal, na condição de réu de uma CPI, retardou e tentou atrapalhar as investigações, além de também contar com o apoio desonesto de muitos vereadores da Casa Legislativa, a população vê com temeridade o vácuo silencioso superior a 30 dias para apresentação do relatório. Muita coisa poderia acontecer nesse intervalo. 

Não existe fiscalização mais eficiente que aquela exercida pelo povo através da repercussão dos fatos, motivo pelo qual os vereadores, Odair Mussi, Ricardo Nunes e Onofre Oliveira, os únicos da Casa empenhados na investigação de irregularidades envolvendo o prefeito, não deveriam abrir mão da necessidade de manter o Judiciário local informado sobre os riscos iminentes, em período tão longo,  de investidas ao exercício da auditoria.

Não se justifica um prazo de mais de 30 dias, em completo silêncio,  quando se está em jogo acusações e suspeitas de desvio estimados em milhões e o próprio destino do município. As análises dos documentos deveriam ser feitas em São Gotardo, na Câmara e não em Araxá. É necessário um entendimento entre os auditores e os vereadores  no sentido de que a população possa acompanhar, passo a passo, o processo tal como se faz no município de Dores do Indaiá.

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