No dia 7/12/013, após seis meses das grandes manifestações de junho contra o Governo Dilma, o centroesteurgente publicou a matéria, abaixo, advertindo sobre os riscos iminentes de uma ruptura social na qual  uma população se rebela contra os poderes constituídos e instala a desobediência civil com todas as consequências explosivas. Esse dia terrível parece  cada vez mais próximo.

Ruptura! No jargão  político,  sinônimo de opróbrio,  anátema, tabu  impronunciável. Única palavra capaz de aterrorizar ocupantes do poder. A grande imprensa,  sempre submissa aos políticos, dela se cala. Um vez aceso seu pavio nunca se sabe quando nem como  termina. Seus efeitos são catastróficos! Os níveis de violência  e destruição escapam ao controle, irmãos matando irmãos, verdadeiras  guerras civis. Enfim, reações,  em massa, de ódio e repulsa aos poderes constituídos. A história das civilizações está repleta de exemplos. Elas se manifestam  quando um povo desesperado, sem alternativas,  se reforça da certeza  de que as instituições públicas  – desmoralizadas e desacreditadas, em todas as esferas, – já não podem representá-lo. Em junho último (2013), as violentas mobilizações  de rua deixaram deixaram os primeiros  sinais. 

      “PAÍS JÁ VIVENDO

Governanta amarrada às determinações do padrinho. Não consegue se libertar. Seu governo trabalha para acobertar corupção

Governanta presa aos tentáculos de  Lula  não consegue se libertar. Seu governo  acoberta a corrupção

          OS SINAIS 

     DE  RUPTURA”

                        (Por WolneyGarcia)

“A data  de 24 de agosto de 79 DC entraria para a história da humanidade como uma das maiores catástrofes e lições de imprevidência e omissão.

Neste dia, o vulcão Vesúvio, após muitos  abalos  nunca levados a sério, escancarou  sua bocarra e das profundezas de suas  entranhas  vomitou lavas   e cinzas  com  poder de incandescência  tão terríveis  quanto  o de uma bomba atômica.

Passado o cataclismo, o cenário desolador de destruição e morte. As cidades de Pompéia, Herculano e Stábia, no Golfo de Nápoles, então, Império Romano, ficaram completamente soterradas sob  dois metros de lavas e 15 metros de cinzas altamente tóxicas. Todos os habitantes pereceram.

Não era a primeira vez que das profundezas do sempre ameaçador  funil se expeliam poderosas forças devastadoras. Em épocas passadas  muitas vidas ali se perderam. E durante meses antes do fatídico 24 de agosto registrou-se, seguidamente, tremores e abalos altamente denunciadores de iminente erupção.

Quando isso ocorria os  moradores fugiam, mas logo retornavam ao menor sinal de calmaria. E foram todos se acomodando nessa rotina. Ironicamente, uma terrível armadilha. Quando o Vesúvio, finalmente, manifestou sua estrondosa fúria destrutiva e mortal, todos foram colhidos de surpresa. Ninguém escapou.

Dezenove séculos e mais 34 anos depois, a milhares de km da Itália, o cenário político brasileiro se apresenta repleto de estrepitosas mensagens marcantes dos mesmos erros praticados  nos meses  que antecederam a erupção do Vesúvio. Os poderes constituídos, em todas as esferas,  fecham olhos e ouvidos aos gritos que vêm das ruas.

Através de muita camuflagem e propaganda  se omitem  ante  o inconformismo e descrença da população nas instituições públicas. Repetidos recados são enviados aos governantes, nunca levados a sério. Mas eles se esquecem de  que  o desespero  e os clamores  de uma população, não atendidos, são como lavas reprimidas nas entranhas de um vulcão. Um dia terão de ser expelidos.

A economia nacional vive o voo da galinha, não decola,  os investimentos estão suspensos, os preços dispararam, a moeda se desvaloriza, a credibilidade no exterior rebaixada, os juros nas alturas, mas quem liga a televisão só vê propaganda de realizações  do governo.

Ao mesmo tempo, a Suprema Corte, acintosamente, mostra que no Brasil a justiça só existe  para ladrão de galinha. E se torna condescendente com  12  bandidos da quadrilha do “mensalão”, voltando atrás nas  sentenças que ela mesmo havia promulgado. E neste clima de descrédito  já se dá largada à  campanha para escolha dos novos governantes, mas nada  de novo se apresenta. São os mesmos candidatos de sempre, as mesmas caras repudiadas nos manifestos de junho último (2013).

O povo morre nas filas e corredores imundos de hospitais, a violência recrudesce em níveis jamais atingidos. Jovens menores de idade dominados pelo vício se transformam  em potenciais e cruéis assassinos. Acuados por dívidas junto aos traficantes vão paras as ruas, cheios de ódio, armados até os dentes, matando pessoas indefesas, inclusive, crianças, ateando fogo às vítimas, fria e impiedosamente, em rotineiros cenários de latrocínios  hediondos.

A presidente Dilma está amarrada, não tem luz própria. É a criatura que não suplanta seu criador. No planalto ela não é mais que um poste, pois lá se encontra  por conveniência de Lula, com a cara de Lula. A sociedade se vê cada vez mais abandonada e entregue à própria sorte. O país vem sendo  varrido pela corrupção como se férteis plantações  arrasadas por nuvens de gafanhotos. O poder público não se faz presente, o cidadão não sabe  a quem mais temer, se aos bandidos ou  as fardas e distintivos.

O setor de Educação, sem o menor respeito e valorização aos professores, já se apresenta como uma bomba de efeito retardado. Recentemente, o deputado Marcos Pestana, resumiu a questão de maneira simplória, imprópria de um homem público: “A remuneração da classe é pequena para quem recebe e muito grande para quem paga”. Em São Paulo, estado rico da federação, uma professora do ensino básico recebe 10 mil dólares anuais enquanto suas colegas de Zurick, na Suiça, 104 mil.

Cada vez mais  se tornam inequívocos  os sintomas de inevitáveis situações que mergulharão o país em crises ainda mais profundas que as do mês de junho, caracterizadas  pela explosiva decisão das massas de quebrar  e romper as relações sociais e compromissos institucionais. Não é preciso ser vidente ou cientista político para antever o cenário futuro. Impossível é estimar a que nível  chegará.

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