O plenário da Casa Legislativa registrou um dos momentos mais vergonhosos da história municipal

O plenário da Casa Legislativa registrou um dos momentos mais vergonhosos da história municipal

Considerado o prefeito mais corrupto da história do município e até do centro-oeste mineiro, contra quem foram instauradas sete CPIs investigativas de enriquecimento ilícito, o ex-prefeito Joaquim Ferreira Cruz, de Dores do Indaiá, no Alto São Francisco, aguarda com ansiedade o próximo dia 21 de outubro.

Nesse dia, a Câmara Municipal coloca em sessão de voto aberto, de viva voz, o julgamento de suas contas financeiras referentes ao período de 2012 sem cuja aprovação não poderá levar em frente seu ambicionado projeto de se candidatar, novamente, em 2016.

Todo o seu mandato, de 2009 a 2012, entre os três exercidos, esteve impregnado de gravíssimas denúncias de corrupção quando se abriu quatro CPIs contra ele. Isso equivale dizer que suas contas não poderiam ser aprovadas em nenhum dos quatro períodos da referida administração, mas mesmo assim ele tenta a legalização delas de olho nas próximas eleições. Na Casa Legislativa, composta de nove vereadores, conta com o apoio de seis dos seus membros sempre fidelíssimos em rezar na sua cartilha impregnada de irregularidades.

No dia 8 de maio último, este site publicou matéria sob o título “Câmara de Vereadores Envergonha Povo de Dores do Indaiá” quando quatro dos seus membros alegaram questão de foro íntimo para não votar uma CPI na qual Joaquim Cruz estava sendo acusado, assim como a tesoureira Nilma Carla Gomes Pinto  e sua auxiliar Neide Oliveira, em escandaloso desvio de verbas milionárias dos cofres municipais.

Até hoje, a Câmara ainda tenta se recuperar da vexatória desmoralização depois que os vereadores Leonardo Diógenes Coelho, “Léo Bombril” (DEM), Osanan Veloso Santos (PSDB), Elias Ferry Araujo (PTC) e Vanderlei Rodrigues de Paulo (PROS), se recusaram participar da sessão alegando foro íntimo. Os colegas José Marinho e José Oldack Pinto, também são da base de apoio a Cruz, mas não votaram por se encontrarem impedidos. O primeiro, como presidente da Casa, não podia. E Oldack é marido da acusada Nilma Carla.

Não se entende porque vereadores eleitos e juramentados para representar a população, com um bom salário, sem ter de ir à Câmara todos os dias, de repente, se voltam contra seus eleitores, contra o povo, em defesa de um político considerado réu e símbolo de coisas ruins ora ocorrendo em Dores do Indaiá.

Prefeito corrupto joga sua última cartada

Prefeito corrupto vivendo  cartada decisiva

Por ocasião da desculpa esfarrapada dos quatro vereadores, o Centroesteurgente abriu editorial com os seguintes dizeres: “Vergonhoso, grotesco, constrangedor e atentatório aos interesses legítimos de Dores do Indaiá. Atitude de subserviência, cumplicidade e de gravíssimas conseqüências para o município. Manobra de total despreparo ao exercício do cargo, ato de verdadeira molecagem contra a sociedade, revoltante e inadmissível”.

Na sessão do dia 21 próximo, que poderá ser adiada para o dia 28 caso o ex-prefeito não apresente defensor, haverá um componente político a mais que pode pesar na balança contra os seis representantes da Casa simpáticos ao mais corrupto prefeito da história de Dores do Indaiá. O voto será aberto, de viva voz e muitos moradores estarão presentes para anotar quem for contrário aos interesses do município cujo atraso econômico é notório por culpa de políticos desonestos, como Joaquim. Ele sempre usou o poder e privilégios do cargo para enriquecimento ilícito e favorecimentos a amigos, cabos eleitorais, parentes, esposa e filhos.

O vereador Flávio Pereira Carvalho foi considerado impedido em função de sua conflitante inimizade com Joaquim Ferreira Cruz e será substituído pela suplente Marlene Oliveira. O colega Wilton Felix, pelo fato de ter omitido que sua mãe e irmã receberam dinheiro da tesoureira auxiliar Neide de Oliveira, também será substituído por “Gilberto do Açougue”. Já o vereador José Oldack Pinto, como marido de Nilma Carla Gomes Pinto, não poderá participar do plenário. Em seu lugar votará José Aílton de Sousa, “Aílton Ki Casa”.

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