Cinco ministros do Supremo Tribunal Federal, três ainda na ativa e dois aposentados, se sentiram no dever de vir a pública para dar um basta a um forjado “conto de vigarista”, no pleno sentido da expressão, da presidente Dilma Rousseff e da cúpula do PT tentando “vender” à população brasileira a maliciosa invencionice de que o impeachment para afastá-la do poder, iniciado na Câmara Federal, é um golpe das elites contra a democracia.

Na verdade, Dilma e Lula, certos de estarem vivenciando os últimos dias dos seus desmandos, tentam plantar nos seus já poucos seguidores a falsa versão de que são representantes de um governo perseguido pelas elites. Querem deixar cravado na memória do eleitorado menos informado de que o PT está sendo cuspido do poder por força de um golpe.

Desejosos de desmascarar tais aberrações, os ministro do STF, Celso Mello, Dias Tóffoli, Eros Grau, Carmem Lúcia e Carlos Mário da Silva Velloso, acharam por bem interferir, através de pronunciamentos, em favor da ordem e da legalidade, todos eles defendendo a constitucionalidade do impeachment.

O decano Celso Mello assim se expressa: “a figura do impeachment não pode ser reduzida à condição de um mero golpe de Estado porque o impeachment é um instrumento previsto na Constituição, uma Constituição democrática, que está em vigor no país e que estabelece regras básicas”. E ainda acrescenta: “Se essas regras básicas forem respeitadas, obviamente o impeachment não pode ser considerado um ato de arbítrio político e de violência política”.

O próprio Dias Tóffoli, até bem pouco tempo considerado um magistrado identificado com o petismo, deixou claro que o impeachment é um processo democrático estabelecido na Constituição e que tem seu curso normal quando obedecendo as regras básicas.

De Paris, o ex-ministro Eros Grau, gaúcho, fez questão de enviar um pronunciamento, por escrito, para ser divulgado pela imprensa, dizendo-se “surpreso com as manifestações contra o impeachment que aconteceram, há poucos dias, na Faculdade de Direito do Largo Sâo Francisco (sp), onde ele estudou. E anuncia que já está marcado, para o dia 4 de abril, um novo evento em defesa da legalidade do impeachment.

Nesta quarta, a ministra Carmem Lúcia se revelou também surpresa ante a versão manifesta por Dilma protestando contra articulação de um um golpe para derrubá-la. Prudente, Carmem preferiu amenizar dizendo que, certamente, a presidente não quis dizer dessa maneira, embora tenha sido esse o sentido dado pela governante.

Mais recentemente, o ex-ministro Carlos Velloso, mineiro, também fez questão de declarar, no Programa Roda Viva, que o impeachment está dentro do processo legal para afastamento de governantes acusados em crimes de responsabilidade.

De onde se conclui, portanto, que Dilma e Lula, sentindo-se vergados ao peso da derrota, tentam insuflar o clima de agitação e ódios no país, com a única finalidade populista de não permitir a desmobilização dos seus militantes.

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