A COPASA acaba de anunciar um aumento de 10,83 % nas tarifas de água e esgoto, a partir de maio, para todas as cidades mineiras onde está instalada. Mas deixa claro que o reajuste não atende os custos reais por conta dos problemas acarretados durante o período de estiagem. Por isso, deverá estudar uma nova planilha de recomposição. No caso de São Gotardo, no centro oeste mineiro, esta empresa de capital misto poderia ser enquadrada até em processo de revogação da sua concessão, por conta dos maus serviços prestados, além de abastecer o município com água de qualidade duvidosa, conforme parecer técnico da engenheira sanitarista Alexandra Saraiva Soares, de BH, em relatório para o Ministério Público desta cidade. Na verdade, ela deveria ser punida, mas não está nem aí para os usuários dos seus serviços. O certo é que o anúncio do aumento não tem volta e as cidades mineiras onde ela presta serviços terão de chiar, caladinhos. A empresa, por ocasião de sua concessão, em 2008, foi altamente beneficiária de um contrato feito na calada da noite pelo então prefeito Paulo Uejo com um estranho e imoral aval do seu filho, então deputado Chico Uejo. Ou seja, um filho endossando um acordo por trás dos panos, sem consulta prévia aos interesses da população.

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