daiane, UMA ALMA PERDIDA

Aparentando perda de memória, Daiane  vaga pelas ruas  sem amparo das autoridades  municipais

Recrudescendo em níveis alarmantes e, há muito, escapando ao controle das políticas públicas, a pobreza extrema é um dos graves problemas sociais do país quase sempre focada sob os olhares da indiferença, já extrapolando as simples reações de sentimentos individuais humanitários. É doloroso constatar que órgãos criados pelo poder público para dar combate a ela tais como secretarias de Ação social ou casas de abrigo cuidam da questão com certo menosprezo ou, estranhamente, sem nunca dispor de recursos financeiros para essa finalidade.

Nolasco

Cleber Tonaco

Esse fenômeno está ocorrendo em Dores do Indaiá município pequeno de população inferior a 14 mil habitantes, no alto São Francisco, onde, exatamente por isso, não deveria  acontecer.

A cidade vivencia situações dramáticas com problemas financeiros de todos os tipos nas pastas de Saúde e Ação social, mas nada justifica o comportamento indiferente e omisso das autoridades municipais locais em relação a uma jovem, de origem afrodescendente, idade aproximada de 25 anos, estatura alta, identificada apenas pelo nome de Daiane, que perambula pelas ruas e da cidade.

O foco de "Ronaldinho" é na reeleição

Prefeito Ronaldinho

Ela revela claros sintomas de perda de memória, está, há meses, sem tomar banho e trocar de roupa, se alimenta até de carne crua, por estar sempre faminta. Inclui-se aí a comida estragada recolhida no lixo e até  animais vivos.

Não se justifica, portanto, porque ainda não foi alvo de especial atenção por parte dos  serviços sociais do município, inclusive, por estar representando riscos à ela mesma e até no convívio com as pessoas.

Não se sabe quase nada sobre a procedência da jovem também aparentando perda de memória. Ela é reticente, fala pouco, apenas o necessário quando pede carne em um açougue próximo à biblioteca pública, em troca de algumas moedas. Ali mesmo a consome crua sob os olhares atônitos dos frequentadores.

Algumas pessoas dizem que ela, de estatura alta, já foi excelente jogadora de vôlei we basquete, pelo que deve ter  referência em algum lugar.

Professora Luciana levou o caso ao promotor

Professora Luciana levou o caso ao promotor

Recentemente, o problema de cães abandonados invadindo a biblioteca municipal teve solução, em parte, através de um mutirão da sociedade dorense, orientado por um veterinário, que fez castração de 13 animais, após oportunas denúncias da professora Luciana Teixeira de Sousa.

É quase um absurdo que o prefeito Ronaldinho não olhe o caso de Daiane sob o foco humanitário. Recentemente, segundo a educadora, tanto ele quanto o secretário de Saúde, Cleber Tonaco Sousa, se recusaram a cuidar da questão, respondendo que “ela só lhes arruma problemas”.

Os dois agentes públicos, certamente, não se deram conta das consequências dessa omissão, caso alguma coisa mais grave aconteça envolvendo a participação de Daiane. Mas a professora Luciana já levou o caso  ao Ministério Público que  estaria tomando providências para questionamentos às autoridades municipais.

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