Dilma, entre a cruz e a parede, sem saber o que fazer

Dilma, entre a cruz e a parede, sem saber o que fazer

Ventos tempestuosos que sopram do Planalto trazem notícias aterradoras de que a presidente Dilma, vivendo situação de completo isolamento e sem apoio do próprio PT e das bases partidárias mais à extrema, estaria predisposta a uma arriscada guinada em sua política econômica, retornando ao estilo populista do mandato anterior sob o controle do ministro Mantega. No caso disto acontecer, Joaquim Levy seria demitido e substituído por Nelson Barbosa, do Planejamento, em atendimento ao presidente do PT, Rui Falcão. Neste final de semana, Falcão mobiliza um congresso do partido, em Belo Horizonte, quando o troféu principal a ser pedido será a cabeça de Levy, o fim do Ajuste Fiscal e as medidas econômicas que supostamente colocam em risco as conquistas dos trabalhadores. Se tais reivindicações encontrarem abrigo junto a Dilma, o país corre risco de mergulhar numa crise política sem precedentes, arrastando ainda mais a economia para o fundo do poço, além de elevar o dólar às estratosferas. Dilma não goza de credibilidade e nem de confiança para fazer alterações tão radicais. A solidão da governante, sendo menosprezada por Lula e as lideranças do PT pode leva-la a cometer tal loucura. Pior que um governante sem apoio é um governante vivendo a solidão do vazio. Nesta situação, tudo se pode esperar de Dilma.

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