Sob o pomposo nome de “Contribuição Interfederativa da Saúde”, já se encontra na mesa de Dilma Roussseff, para apresentação ao Congresso, um novo projeto destinado a “depenar” o povo, uma espécie de maquiagem da antiga CPMF (que ela prometeu não ressuscitar), através do qual a impiedosa mandatária persiste em transferir aos já penalizados contribuintes a conta do seu fracassado governo. Exatamente como se fazia na França, nos séculos XVII e XVIII, quando reis e cortesões jogavam sobre o populacho a conta de suas estrepitosas roubalheiras palacianas. Irmãzinha gêmea da CPMF, a cobrança do imposto será feita, de maneira automática, sobre o,38 % do valor do cheque emitido por cada cidadão ou empresa. Diante da pronta rejeição a mais esta afronta de “depenar” a população (já vitimada pela crise provocada pelo “pacotaço” do “Ajuste Fiscal”), Dilma tenta seduzir governadores e prefeitos, prometendo repartir com eles o fantástico “butim” de R$ 80 bilhões, caso a apoiem na aprovação. Esse tipo de “confisco” se constituirá em verdadeira mamata, pois o governo sequer terá despesas para torná-lo real. A própria rede bancária se encarrega da exação. Mas o ato de sacanagem não se limita a essa armadilha. Todo mundo sabe que a CPMF, uma vez implantada no país, demorou anos para ser eliminada. Diziam que os recursos “saqueados” eram destinados à saúde, mas isso nunca aconteceu, e o setor vive, ainda hoje, o completo abandono. Já se fala que esse novo atentado de Dilma não passa no Congresso. E com toda razão. Mentir é a especialidade dessa senhora. Ano passado, no SBT, durante debate da campanha eleitoral, Rousseff afirmou que jamais ressuscitaria a CPMF. Agora, ela está “pagando pela língua grande”, pois seu governo pratica, hoje, exatamente aquilo que prometeu não praticar.

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