A mãe e a irmã do vereador Wilton Felix da Silva, respectivamente,  Maria Aparecida Silva e Marilane Silva também foram favorecidas pela tesoureira  auxiliar Neide Oliveira, com dinheiro desviado dos cofres da Prefeitura de Dores do Indaiá, no Alto São Francisco, depositado nas suas contas, em mais de R$ 7.ooo,oo. 

Vereador Wilton Felix deve explicações

Vereador Wilton Felix deve explicações

Seus nomes constam, oficialmente, como acusadas  na CPI aberta pela Câmara Municipal, provocando, inclusive, assim como aconteceu à todos os envolvidos, indisponibilidade dos seus bens, por determinação da Justiça local.

Já se sabe que o vereador não obteve qualquer vantagem na operação efetivada por Neide, mas sua participação na CPI fica eticamente comprometida, em caráter de suspeição, posto que os fatos eram do seu conhecimento. Seu caso, certamente, será avaliado pelos colegas, seis deles da oposição.

No entanto, se acaso for punido terá de haver também aplicação da  mesma medida em relação ao colega José Oldack envolvido no  processo juntamente com a esposa Nilma Carla, e que continua no exercício do cargo.

Quando da abertura do processo houve dificuldade para compor o número de três membros da Comissão investigadora. Para não participarem, quatro vereadores alegaram foro íntimo, o membro José Oldack estava impedido por ter sua mulher como acusada e José Marinho no posto de presidente também impedido, restando somente Flávio Pereira de Carvalho, Silvio Silva e Wilton Felix da Silva. 

A conduta inadequada de Felix pode provocar questionamentos jurídicos à  CPI, mas que, no resultado final, em nada vai alterar a participação criminosa de Neide Oliveira, ré confessa e disposta a pagar pelos crimes cometidos estimados, agora, em mais de R$ 1.210.000,00. Isso porque o relatório da CPI, no caso de ser questionado, poderá ser transformado em  queixa crime e encaminhado diretamente ao Ministério Público, para prosseguimento do processo.

 

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