“Mas vem do promotor doutor Sérgio Álvares  Contagem outra revelação bombástica: ele informa  que as avaliações periciais do escritório contratado pela própria Verde Fertilizantes concluíram  pela reprovação do relatório de impacto ambiental (RIMA) por ela apresentado ao povo de São Gotardo e Matutina, ano passado,  em 27 de novembro, no Parque de Exposições. Resumindo, tudo que ela mostrou à sociedade não passou de um pacote de mentiras”
 
(EDITORIAL)

 

POTÁSSIO DO RIO INDAIÁ, 

     HORA DA VERDADE”

Sergio Álvares  num bonde meio desgovernado

Sergio Álvares  embarcando em bonde  lento  e cheio de solavancos


“Ao jovem promotor Sérgio Álvares Contagem, um abaetense de 36 anos, recentemente, empossado  no Ministério Público de São Gotardo, no Alto Paranaíba, coube a difícil missão de pegar um bonde andando aos solavancos e rota complicada dentro do qual não disporá de tempo nem mesmo para  se acomodar na cadeira.  

E, certamente, já sabe que tem diante dele a urgente, grave e inadiável responsabilidade de tomar decisão  visando – não importando qual seja seu parecer jurídico – colocar um ponto final  ao clima de angustiantes expectativas, indagações,  suspeitas e acusações de irregularidades rotineiramente pairando em torno do polêmico projeto de extração de potássio à cargo da empresa Verde Fertilizantes, nos maciços do Rio Indaiá,  já   se arrastando, há mais de quatro anos

Os municípios de São Gotardo e Matutina, com uma população  conjunta de 45 mil pessoas, que abrigariam em suas terras o complexo de atividades da VF, não podem mais conviver com esta  prolongada situação de incertezas, após ouvirem fantasiosas e sonoras promessas de quatro mil empregos diretos, l2 mil indiretos e geração de riquezas fantásticas, um ramal ferroviário de 80 km e um distrito industrial, entre outras, sem existir, no horizonte,  o menor sinal de tais  benefícios ocorrerem.

O ex-promotor de São Gotardo, Cleber Couto, em correspondência recente a este site, disse que, em se tratando de providências, jamais houve uma queixa protocolada no MP, por parte dos autores de denúncias contra o empreendimento. Entretanto, nesse sentido, desde o dia 3 de junho último, o dr. Sérgio Álvares tem, oficialmente, protocolada em sua mesa,  uma representação assinada por dois  representantes da sociedade de São Gotardo,    os vereadores Odair Mussi e Ricardo Nunes. Lastreados  em informações coletadas em inúmeras  denúncias, eles pedem a suspensão das atividades da empresa Verde Fertilizantes enquanto não se esclarecerem os graves questionamento e dúvidas pairando em torno dela.

Trata-se de iniciativa justíssima, plenamente justificável,   pelo fato de que, em mais de quatro anos, a firma  vem sendo acusada de incapacitação técnica, inidoneidade, fraude na elaboração do relatório de impacto ambiental, de não ter  a imprescindível tecnologia de exploração e nem  capital próprio para fazer frente a projeto de tamanha envergadura, por ela mesmo estimado em R$ seis bilhões.

Como se não bastassem estas denúncias, quase todas  do geólogo Pedro Gervásio Ferrari, agora, se juntaram a elas as revelações da Bolsa de Toronto, no Canadá, trazendo as opiniões científicas de  quatro autoridades renomadas da Universidade Nacional  de Brasília (UNB), concluindo pela inviabilidade econômica do verdete.O relatório da instituição ainda mostra uma desorganizada e desacreditada Verde Fertilizantes (Verde Potash) sem investidores há cerca de l4 meses e cujas ações têm apenas valor simbólico, entre 0,43 e 0,50 centavos de dólar. Nem mesmo um balancete sobre  a saúde financeira desta firma, relativo a 2012, foi apresentado.

Mas vem do promotor doutor Sérgio Álvares Contagem outra revelação bombástica: ele informa  que as avaliações periciais do escritório contratado pela própria Verde Fertilizantes concluíram  pela reprovação do relatório de impacto ambiental (RIMA) por ela apresentado ao povo de São Gotardo e Matutina, ano passado,  em 27 de novembro, no Parque de Exposições. Resumindo, tudo que ela mostrou à sociedade  não passou de  um pacote de mentiras. Estes fatos novos são  gravíssimos e confirmam não apenas as constantes denúncias de Ferrari, durante mais de quatro anos, mas também reafirmam  a necessidade de um inevitável parecer jurídico do órgão  fiscalizador  dos interesses principais da sociedade.

Sobre a reprovação ao projeto da VF, Sérgio Álvares  criticou o jornalista deste site pela avaliação negativa em torno da decisão do MP de permitir a contratação  do escritório que, contrariando suspeitas, acabou dando bomba no RIMA da empresa. Mas fica a pergunta no ar: não teria sido a repercussão em torno do assunto publicado,  antecipadamente, que pressionou o referido escritório  na condução desta  perícia de qualidade?  Todo mundo sabia que Pedro Gervásio e outros colegas da UFV, inevitavelmente, iriam  confrontar os diagnósticos desta perícia”.

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