Mesmo impedido legalmente, Cezário estaria disposto a não se desgrudar do osso. Seu filho seria a opção...

Mesmo legalmente impedido, Cezário estaria disposto a não se desgrudar do osso. Seu filho seria a opção…

Não constitui segredo que os quase seis mil municípios brasileiros vivenciam situação de falência por culpa do governo Dilma. Não se tem dúvida acerca disso. E nem se duvida também do estado de bancarrota de São Gotardo, no Alto Paranaíba, como resultado de ruinosa administração sob o petismo local. O que repercutiu de maneira suspeita e muita estranha, semana passada, foi deparar, nas redes sociais, com a imagem de Cezário Oliveira, ex-mandatário (2009/2013) que também arruinou o município, deixando transparecer sua volta como se salvador da pátria.

Tal cenário de desplante e cinismo só mostra o quanto os políticos dessa cidade se valem da memória curta do eleitor para disto se aproveitar. Quem o vê afirmar, pomposamente, que não tem culpa das pessoas terem votado em outro, poderá imaginar que foi administrador probo e honesto. Ledo engano. Basta abrir os arquivos deste site nas palavras “Cezário, crise na saúde” ou “Cezário, salários atrasados” ou “CPI contra Edson Cezário” para verificar o quanto sua gestão passou longe dos princípios morais e éticos, justamente ele que se rotula nos discursos em tom de fervoroso devoto de Nossa Senhora da Abadia.

No pleito que logrou vencer Paulo Uejo, Oliveira teve apenas 135 votos a mais. E, em menos de seis meses, seu mandato estava fatiado nas mãos de supostos rivais, o compadrio.

Contra ele, inclusive, se instaurou uma CPI, por conta de corrupção no lixão, na qual houve um caso hilário transformado em piada na cidade, dispondo sobre “diárias de 30 horas relativas a serviços de um trator”. O eleitor que se deixa seduzir por esse político é tão mentiroso quanto o mais despudorado deles. É hora de se dar chance a São Gotardo, em momento de crise econômica e social jamais vista, de ter seus destinos conduzidas sob a orientação de pessoas comprometidas com a ética. Paulo Uejo, Seiji Sekita e Cezário fazem parte de um passado que só causou angústia e sofrimento à população do município.

Para se ter ideia do seu nível falastrão, Oliveira herdou de Paulo Uejo um governo repleto de questionamentos e desconfianças, pelo que prometeu uma auditoria. Entretanto, ela jamais aconteceu.. Declarou que tinha coisas feias a serem mostradas e que tão logo concluída iria levá-la ao conhecimento da sociedade. Mas nunca o fez. Era tudo um conchavo entre os dois, que são compadres.

Na verdade, os problemas de Cezário estão muito longe de terminar, são complicadíssimos. Por não depender somente dele a solução. Suas contas financeiras referentes ao respectivo mandato foram rejeitadas pela Câmara Municipal, o que o torna impedido, legalmente. Para se candidatar às eleições de outubro teria de fazer uso de uma certidão negativa dessa Casa Legislativa que, certamente, não será nem um pouco complacente. O documento teria de ter a concordância de uma grande parte dos vereadores submissos ao ex-governante Paulo Uejo e à outra parte ora rezando na cartilha de Seiji Sekita. Como se sabe, apesar de desmoralizados, os dois caciques tem interesses políticos contrários nessa história e não cederão.

Só lhe resta a Justiça, mas especialistas consultados afirmam que são remotíssimas as chances dele obter sucesso em recursos.

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