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A “Princesinha do Oeste”, como Dores era chamada no auge dos belos tempos de efervescência  econômica e cultural, sofre de maus tratos por parte dos seus políticos corruptos  que disputam  seus restos tal e qual vorazes  abutres brigando  pela  carcaça  de uma rês no meio da pastagem. 

Assim como o atual prefeito Ronaldo Costa, “Ronaldinho”, candidato a reeleição  afundado até o pescoço sob  acusações de recebimento de propinas  e desvios de verbas oficiais, o ex-governante Joaquim Ferreira Cruz, considerado o rei dos escândalos nos seus vários mandatos, também resolveu submeter seu nome à  apreciação popular nas eleições de dois de outubro próximo, em Dores do Indaiá. Não obstante, quando o eleitor estiver clicando o voto na urna eletrônica , certamente, não terá se esquecido de que o simpático “Sô Quim”” foi o mandante mais corrupto da história política local e considerado, no Alto São Francisco, o campeão em números de CPIS instauradas contra ele, num total de cinco, fora outros processos. No seu mandato 2.009/012  ocorreu   o vergonhoso caso de roubo explícito aos cofres municipais envolvendo a contadora chefe Nilma Carla Gomes e sua auxiliar Neide de Oliveira em valores reajustados no dia de hoje superiores a R$ 4 milhões. Esse crime ainda deixa a população revoltada. E, sem nenhuma explicação plausível, tramita em segredo de justiça no Fórum local.

Ronaldinho: atolado em suspeitas

Ronaldinho: atolado em suspeitas

Cruz: de volta ao passado

Cruz: de volta ao passado

Com o tempo, o apelido “Kim” , “”Sô Kim”, “Quim”, “Quinzinho”, foi ganhando novas deformações. A população de Dores acabou se vendo muito confusa, pois já não mais sabia diferenciar se tal alcunha se originava de corruptela do nome Joaquim ou se por conta dos “Quinzinhos (15 %) nas comissões recebidas em propinas a ele pagas por empreiteiras e empresas fornecedoras beneficiárias de concorrência com cartas marcadas.

Isso, inclusive, lembra um caso de grande repercussão , por ocasião do seu último mandato quando a Polícia Federal comandada pelo delegado Renato Sarkis, numa repentina investida de sufoco chamada de “Operação convite Certo”, desdobramento da “Operação Pasárgada” , invadiu a Prefeitura de Dores e ainda levou preso num camburão o então secretário de Educação Paulo Santiago.

O nome Operação “Convite Certo” já diz tudo. As licitações eram feitas através de cartas convite, como se em caráter de urgência, de forma a beneficiar somente apaniguados de Cruz. Como resultado dessas investigações, outro secretário, Euller Santos Veloso, também foi indiciado.

Prefeito que comparecia pouco ao trabalho, “Sô Quim” transformou a prefeitura numa verdadeira casa de mãe Joana. A área financeira era uma completa bagunça e foi através de talões de cheque por ele deixados com a bonita Nilma Carla Gomes e Neide Oliveira que se originaram as falcatruas responsáveis por desvios milionários até mesmo no sistema de seguridade municipal, processados em contas fantasmas no Banco do Brasil.

Bonita, Nilma Carla segue vivendo a vida

Bonita, Nilma Carla segue vivendo a vida

Elas. Nilma e Neide, admitiram que a “coisa” estava fácil demais e desandaram a fraudar e furtar, agindo em atos sem limites de inteira cumplicidade. Em seus depoimentos, pediram desculpas aos moradores. Neide prometeu que, algum dia, haveria de devolver o dinheiro gatunado, mas até hoje não se tem notícia dessa iniciativa. Muita grana se roubou sob a égide de “Seu Quinzinho”, que deixaram a cidade prostrada e sem verbas para os setores prioritários tais como a Saúde. Aliás, a Santa Casa viveu momentos de muita tensão por causa de greves dos médicos e enfermeiras.

Comenta-se que Neide comprou cerca de 200 reses com dinheiro desviado na prefeitura. Com a repercussão da denúncia dos escândalos tornada pública, ela, seu namorada e irmãs, venderam o gado às pressas, tentando se livrar de provas comprometedoras e , durante muito tempo, a cidade comeu deliciosas paçocas de carne de pilão, uma iguaria bem típica do município.

Neide e o noivo: nem tão elizesinf

Neide e o noivo: nem tão infelizes

O mandato de 2012 do “Seu Quim” foi uma espécie de regime em família no qual tinha participação em desvios de dinheiro, de uma maneira ou de outra, os filhos (beneficiários de concorrências), a esposa e secretários municipais. Inventou-se nesse período até uma nova moeda para a cidade. O “Vale Combustível. O pessoal da confiança do prefeito se beneficiava desses vales, para abastecimento em posto local, e com eles saiam fazendo compras até de material de construção ou pagando dívidas atrasadas.

Houve um fato muito verídico que virou motivo de chacota e piadas em Dores do Indaiá. O secretário de Obras, Breno Fiuza Costa, cunhado de Joaquim, cismou de comprar algumas galinhas de um sitiante, mas a forma de pagamento apresentada foi o vale combustível, imediatamente recusada. Tratava-se de uma moeda sólida, afinal, firmada no escandaloso petrolão dorense, mas o sitiante, por não ter veículo nem moto, se negou a vender as penosas ao poderoso secretário cunhado de “Sô Quim”. Preferiu permanecer na praça vendendo as galinhas uma a uma na praça do que confiar na sólida moeda com o carimbo com o carimbo do “Sô Kim”.

Essa é a melancólica realidade de Dores do Indaiá com a qual se defronta a população ainda nos dias de hoje….

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