Shane Londe: um projeto em contraponto à internet

Shane Londe: um projeto em contraponto à internet

A professora Shane Londe, da Escola Municipal Iracy José Ferreira, de São Gotardo, no Alto Paranaíba, deu largada ao seu Projeto Criança Leitora, fazendo lançamento de um concurso literário que vai dar muitos prêmios e até passeio a Patos de Minas, com lanches, cinema e games, tudo custeado pelos patrocinadores, buscando despertar nos alunos o interesse pela leitura prazerosa. A educadora já distribuiu à sua turma os livros de conteúdo literário, além de escolher as duas madrinhas do empreendimento, a também professora Vilma Rodrigues e a comerciante Maria Lucas, dona da MaLucas Bordados Artesanais Enxovais. A iniciativa, de grande importância, poderá servir de modelo para outras escolas e será avaliada nos seguintes conceitos: interesse dos alunos pela leitura; número de livros lidos; envolvimento  dos  estudantes  no projeto; e a formação do hábito da leitura.

Vilma Rodrigues, madrinha do Projeto Criança Leitora

Vilma Rodrigues,  madrinha do Projeto Criança Leitora

Na Semana da Criança, os três  primeiros colocados  no concurso da Criança Leitora (aqueles que mais leram livros literários) passarão uma tarde em Patos de Minas (ao lado de Shane  e as madrinhas do projeto), com direito a lanche, cinema e games, todas as despesas pagas e ainda receberão mais livros, como prêmio mais importante, para continuarem mantendo o hábito constante da  leitura.

Serão divulgados os nomes e a quantidade de livros lidos pelos vencedores, nos meios de comunicação (jornal, rádio e tv locais), bem como uma faixa afixada na escola parabenizando suas participações.

Inspirada em iniciativa  pessoal visando estimular a leitura de conteúdo literário entre alunos  do ensino fundamental, denominada Projeto Criança Leitora, a professora Shane Londe, da Escola Municipal Iracy Ferreira, de São Gotardo, no Alto Paranaíba, vem liderando  junto à população, com ajuda dos meios de comunicação, uma belíssima campanha de doação de livros cujos resultados têm sido altamente positivos. Agora, se sente ainda mais fortalecida no prosseguimento da tarefa, após a escolha das duas madrinhas do projeto, Vilma Rodrigues e Maria Lucas.

Shane Londe, a diretora Beth  Ribeiro, Maria Lucas

Shane Londe; a diretora Beth Ribeiro; a comerciante Maria Lucas e a supervisora Valmira Borges

A meta principal do projeto é estimular a leitura prazerosa de livros literários, como indutora  da formação de crianças leitoras e, concomitantemente, o hábito de ler. Mas tem ainda  objetivos específicos de criar um ambiente favorável à leitura de livros; estimular o hábito da leitura; favorecer uma diversidade de livros literários para a leitura efetiva; estabelecer contato efetivo com os livros; ler por prazer; analisar livros; antecipar assunto da história através da capa; compreender a estruturação textual de livros (epígrafe, biografia, capa, contracapa, sinopse, orelha, etc.); identificar o assunto de um livro; bem como inferir informações implícitas; estimular a leitura em prol da escrita e formar, de fato, alunos leitores. Tudo isto, nas áreas de conhecimentos da língua portuguesa, literatura e produção de textos.

Conforme explica Shane Londe,  “esse método de incentivo tem como justificativa a certeza de que a leitura é um hábito poderoso que nos faz conhecer mundos e ideias. Estimular a descoberta da importância da leitura para as crianças é um papel importantíssimo do professor das séries iniciais do Ensino Fundamental…”

A leitura frequente, diz ela,  ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. E a proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as áreas de conhecimento.

– Ler é importante também porque ajuda fixar a grafia correta das palavras, favorece a criatividade e estimula a imaginação. Quem é acostumado à leitura desde criança se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos alunos. Parece exagero?

“Poderia ser  exagero, sim,  esclarece Shane, se a leitura não favorecesse a criatividade, não expandisse o vocabulário e não formasse pessoas mais críticas”. 

A educadora conclui  citando  uma questão fundamental: “em tempos de globalização e acesso tecnológico rápido e fácil, a leitura de livros literários tem ficado em segundo plano, uma vez que a internet e outros canais de rede sociais favorecem interesses diferentes e rápidos, e estes muitas vezes chegam a substituir livros (impressos) por leituras virtuais”.Vilma 2

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