Fundada há mais de seis décadas sempre fiel ao tradicional compromisso de qualidade, a Escola Municipal Benjamim Guimarães, de Dores do Indaiá, no Alto São Francisco,  recebeu esse nome  em homenagem a um grande mineiro considerado um dos maiores filantropos do país ao qual se atribui um cem número de obras sociais de relevância.  Não obstante, esse importante cidadão, se ainda estivesse vivo, ficaria muito desapontado caso verificasse  “in loco” o cenário de completo abandono e menosprezo ora vivido pela instituição que só está funcionando graças ao exclusivo esforço, dedicação e competência de sua diretora e do corpo docente.

Material nas classes de aula está caindo aos pedaços

Carteiras estão  caindo aos pedaços

Não  mais constitui   segredo a insatisfação dos pais que estão se mobilizando para exigir atitude da Prefeitura Municipal, além de enviarem correspondência para este site. Não se pode entender porque um prefeito do PT cuja cúpula nacional se arvora de um projeto intitulado “Brasil Pátria Educadora”  deixa a situação do ensino básico de Dores do Indaiá chegar a tal nível de abandono e menosprezo.

Frequentada por cerca de 400 alunos divididos em 25 turmas de dois turnos, a Benjamim Guimarães, segundo a Associação de Pais, não está recebendo da administração municipal  nem mesmo o material de papelaria garantido pelo Ministério da Educação, para realização de provas e outras atividades.  Como consequência, os próprios pais de alunos estão suprindo essa carência que deveria estar a cargo obrigatório do prefeito Ronaldo Costa, do PT.

Os empecilhos não terminam aí. São todos de suma gravidade.  Os alunos deveriam ter aulas de computação (educação digital), mas esta atividade também não funciona por falta de instalação. Não houve até hoje uma só aula e os equipamentos estão parados. Não existe material de multimídia suficiente como, por exemplo, televisores, dvds e projetores. Enfim, o estabelecimento educacional está sendo gerido à custa de sacrifício dos profissionais diretamente envolvidos. Uma mãe de aluno entrou em contato com este site para dizer que está muito preocupada com a educação digital  no Benjamim. Diz ela: “Trata-se de grade curricular, minha preocupação é que estamos no final do 1º bimestre e os alunos precisam de nota, mas como? Não tiveram aula…”

Goteiras já provocaram manchas na cobertura demadeira

Goteiras já provocam manchas na cobertura de madeira

O problema se agrava  ainda mais  pelo fato de tudo lá estar funcionando ao estilo “meia boca”, inclusive, ocasionando riscos aos alunos, como é o caso das carteiras em  pedaços deixando lascas à mostra nas partes que o  corpo da criança fica mais exposto. O telhado se apresenta com goteiras e faltam vidros nas janelas. Não existe sequer uma máquina de Xerox. Tenta-se resolver casos menos complicados de cópias através de um antigo mimeógrafo emprestado de uma professora.

O nome dado à escola municipal de Dores do Indaiá é uma justa homenagem  ao coronel Benjamim Ferreira  Guimarães nascido em Igaratinga,  em 1861, perto de Para de Minas e falecido em 1948, na capital mineira. Do próprio bolso, patrocinou dezenas de obras  de incrível valor social, entre elas, o importantíssimo Hospital da Baleia, em Belo Horizonte. Mesmo depois de  concluída, a Fundação Hospitalar foi sustentada por ele enquanto viveu. O lendário navio a vapor do Rio São Francisco, recentemente restaurado,  também foi batizado com seu nome.

O tempo parece ter parado em  Dores do Indaiá Este ginásio esportivo chegou a ser inaugurado, há dez anos, apesar de inacabado.

O tempo parece ter parado em Dores do Indaiá. Este ginásio esportivo chegou a ser inaugurado, há dez anos, apesar de inacabado.

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