É preciso avaliar-se com discernimento e pés no chão os anos de figura pública de dona Marisa Letícia ocupante, por duas vezes, da posição social de primeira dama do país. Quis o destino que ela fosse esposa do maior canastrão da história desse país. Certo é que, ao se trilhar os rastros da carreira criminosa do cônjuge, verificar-se-á, que ela é muito mais vítima dele do que um mínimo de envolvimento em ilegalidades. Originária de família modesta é claro que isso não a impedia, conforme não impediu, de morar no Palácio da Alvorada, por oito anos. Não obstante, a parca bagagem cultural e intelectual dificultaram sua aceitação como representante maior da classe feminina. Seu papel político sempre foi de figura decorativa, uma espécie de abajur no canto de uma sala, de fácil manipulação pelo marido mal intencionado. Descaradamente, Lula dava mais atenção à amante paulista do que a ela. É possível deduzir-se que a ex primeira dama jamais foi uma criminosa no sentido intencional de cometer delitos. Hoje, internada no Hospital Sírio Libanês acometida de aneurisma cerebral ela é, isso sim, uma vítima, entre milhões, do Lulismo cujo líder, o marido, a envolveu assim como aos filhos. É bem verdade que a prole sabia das ilegalidades, gostou muito, e se locupletou o quanto pode. Mas não ela! Estabanada e simplória, como Dilma, não é crível que tivesse conhecimento. Era até perigoso que soubesse. Certamente, imaginava que os privilégios e facilidades concedidos ao tronco familiar eram frutos da veneração dos brasileiros ao marido. De 2015 para cá, ao se certificar das patifarias do companheiro, mergulhou num turbilhão de crise depressiva, o desespero se apoderou dela, sem mais poder aparecer em público sob pena de ser escorraçada, vendo e ouvindo acusações de crimes abjetos, inclusive, de envolvimento dela. É injusto imaginar-se que pudesse resistir a tamanhas pressões. Só bandidos, como o esposo, suportam. Eis aí um dos motivos do seu derrame cerebral! Com certeza, ela é uma das milhões de vítimas de Lula. Ele, sim, quando estiver pagando pelos crimes, haverá de lembrar que foi um político patife, um marido cafajeste e um péssimo pai de família.

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