A biblioteca Municipal não tem como funcionar em meio ao barulho infernal de ônibus, motos e automóveis, na Benedito Valadares. O problema foi levado às autoridades, mas vai sendo empurrado com a barriga. É a cultura de Dores do Indaiá sendo tratada com omissão e indiferença. Nem parece a terra de Waldemar de Almeida Barbosa, C. Cunha Correa e Dona Branca.

A biblioteca Municipal não tem como funcionar em meio ao barulho infernal de ônibus, motos e automóveis, na Benedito Valadares. O problema foi levado às autoridades, mas vai sendo empurrado com a barriga. É a cultura de Dores do Indaiá sendo tratada com omissão e indiferença. Nem parece a terra de Waldemar de Almeida Barbosa, C. Cunha Correa e Dona Branca.

Ultimamente servindo de abrigo a cães abandonados que lá se escondem dos violentos maus tratos nas ruas dividindo o espaço com os usuários, a Biblioteca Municipal “Escritor Emílio Guimarães Moura, de Dores do Indaiá”, na verdade, não está em condições de receber nem mesmo animais. Presentemente, ela vivencia estado de total precariedade com problemas de toda ordem suficientes para condená-la em definitivo. Um deles é o ruído ensurdecedor de ônibus e motos circulando ininterruptamente na Benedito Valadares, irritando e tirando a tranquilidade dos leitores e de quem faz pesquisas.

O foco de "Ronaldinho" é na reeleição

Foco de “Ronaldinho” é na reeleição

Somente a transferência dela para um lugar distante e livre de agitações do trânsito resolveria a grave questão. Com tanto barulho de motores, as pessoas não se concentram na leitura e pesquisas e costumam deixar o local com fortes dores de cabeça.

Quem denuncia tais irregularidades é o próprio chefe da instituição, o bibliotecário Derly Fernando de Araújo, há 13 anos na função, já cansado, segundo ele, de buscar soluções junto à secretária municipal de Educação Luciana Maria Silva, mas ela nunca toma providências bem como o prefeito Ronaldo Costa, “Ronaldinho” .

Presentemente, o referido bem público criado em benefício da cultura de Dores do Indaiá não dispõe sequer de um computador, equipamento indispensável em qualquer biblioteca para auxiliar nas pesquisas. Além disso, as duas únicas salas do acervo de cerca de cinco mil livros são muito pequenas e as estantes não estão dispostas corretamente. Livros não podem ficar encostados em paredes, como estão. Obrigatoriamente, tem de ser em filas de prateleiras com visão dos dois ângulos.

Além disso, no atual mandato de Ronaldinho, a secretaria de Educação ficou três anos e meios sem trocar as lâmpadas queimadas, tudo sendo feito no escuro.

Luciana Maria Silva, secretária Municipal de Educação.

Luciana Maria Silva, secretária Municipal de Educação.

Caso o frequentador, homem ou mulher, necessitar de um banheiro se verá frustrado, pois os que tem lá se encontram sem condições de uso e ainda precisam de adaptações aos cadeirantes, crianças e deficientes. Não existe nem mesmo uma saleta onde funcionários possam fazer suas refeições. Eles as fazem no meio de leitores e pesquisadores, às vezes de pé, por terem de ceder as únicas três mesas aos usuários.

Recentemente, a professora Luciana Teixeira de Sousa, com autorização do seu chefe Derly Araújo, tornou público, através do jornal Tribuna do Povo, as irregularidades existentes na instituição. Aliás, a educadora se encontra na biblioteca como punição imposta pelo prefeito Ronaldinho, por causa das críticas dela à sua administração, que considera de baixo nível. Pior ainda, ela se sente inútil na nova função, pois tem pouco o que fazer. Falta serviço. O próprio repórter do Centroesteurgente não entende porque a biblioteca tem cinco funcionários. Mal se necessita de dois servidores.

Professora Luciana Teixeira se sente inútil e prejudicada em detrimento da carreira à qual tem amor e dedicação

Professora Luciana Teixeira se sente inútil e prejudicada em detrimento da carreira à qual tem amor e dedicação

Sobre a notícia da invasão de cães vira-latas ao recinto da instituição, Derly diz que ama esses animais (ele tem três), e considera um absurdo a administração municipal não se preocupar com eles e não ter providenciado ainda um local adequado onde possam receber os devidos cuidados, inclusive, de castração, enquanto aguardam por adoção.

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