ASSISTÊNCIA GRATUITA AOS CIDADÃOS HUMILDES NÃO FAZIA PARTE DOS PLANOS DE BIBIANO!

Em 2009, no mandato do prefeito Edson cezário Oliveira, o projeto de um hospital para tratamento de olhos, em São Gotardo, no Alto Paranaíba,  com o nome de Clínica Oftalmológica de São Gotardo, só não foi implantado por culpa de desmedida ambição e menosprezo à população local, principalmente aos mais humildes, por parte do seu principal responsável, Manuel Bibiano Carvalho Neto. Durante negociação na Câmara Municipal, em um dos seus costumeiros arroubos de bravatas, fuzilou: “estou aqui para ganhar dinheiro e não para fazer caridade“.

Sekita e Bibiano se identificaram nos laços de autoritarismo

Sekita e Bibiano se identificam nos laços de autoritarismo

É comprovadamente verídico que, durante a reunião, os vereadores lhe fizeram ver a necessidade de se reservar um percentual de consultas gratuitas à população, condição esta que ele rechaçou, no ato, de forma, prepotente, arrogante e autoritária, em alto e bom som, deixando todos boquiabertos, assim dizendo: “estou aqui para ganhar dinheiro e não para fazer caridade”.

À época, foi divulgada a informação de que o empreendimento não deu certo por causa de desentendimentos entre políticos da situação e oposição, mas não é verdade. O prefeito tinha maioria na Câmara e a não aprovação se deu exclusivamente pelo  procedimento de Manuel, considerado ganancioso e de menosprezo à população de São Gotardo.

E Bibiano não é daqueles que se submetem a pensar pequeno, não. Gosta de sonhar grande. Por sua insistência, alguns vereadores tentaram aprovar a Lei Complementar n° 45, de 14 de setembro de 2009, para doação de um terreno público, em favor do empreendimento, só não aprovada em função de sua recusa em ceder o percentual de consultas gratuitas destinadas aos mais necessitados.

Bibiano queria  um terreno de graça  sem dar nada em troca

Bibiano queria um terreno de graça sem dar nada em troca

Mas, apesar de tudo, a Clínica Oftalmológica de São Gotardo, mesmo não tendo  funcionado fisicamente, existiu legalmente registrada no CNPJ sob o n° 11.106.236/0001-23, inclusive, no percurso do atual governo, em terreno de propriedade municipal próximo do Campo da Fazendinha dos padres. Ou seja, foi devidamente cadastrado na Receita Federal e na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais, com endereço fixo na Avenida Shimada, 317, Bairro Boa Vista. Alguns serviços de terraplanagem chegaram a ser realizados na área, mas posteriormente paralisados. Segundo informações, o contrato está em nome dos filhos de Bibiano.

Com a reprovação do empreendimento, na Câmara, pensava-se que ele seria definitivamente esquecido, mas Seiji Sekita  se encarregou de fazê-lo decolar, deixando-se seduzir pelo desarquivamento, em acordo informal firmado com Manuel Babiano. Enquanto isso encaixou o iguatamense e sua filha Nádia Carvalho em serviços na área de saúde onde ocuparam os cargos, respectivamente, de consultor técnico para assuntos hospitalares e diretora do Hospital Municipal.

Mas vejam que surpresa! Em encontro recente com o editor deste site, um jornalista de Paíns, cidade vizinha de Iguatama, informou que conhece Bibiano, há anos, assim como a clínica oftalmológica por ele criada nesta cidade. Entretanto, achou muito estranho as notícias, aqui publicadas, de que ele dava consultoria técnica na rede hospitalar de São Gotardo. “Por um motivo muito simples, disse ele: o homem não conhece absolutamente nada sobre assuntos nesta área”.

Talvez se explique aí a razão do seu grande fiasco à frente do pomposo cargo de consultor técnico para assuntos hospitalares, período de seis meses conflitantes com todo o quadro administrativo, além de dois óbitos por omissão médica e falta de fiscalização. Quando despedido, o prefeito Sekita  informou à imprensa que  não iria renovar seu contrato, mas estava muito agradecido pelo bom trabalho que ele prestou.

Na verdade, Bibiano jamais poderia ter seus serviços contratados por órgãos públicos, pois se tratava de político cassado e com carimbo de ficha suja. Então, contrariando advertências de todos os vereadores, Sekita o levou para a prefeitura onde lhe concedeu o posto de assistente particular, conforme deixou claro.

Mas foi um erro crasso do mandatário. Nestas condições, deveria também ter assumido o compromisso de custear os ganhos do consultor com recursos do próprio bolso. Mas não o fez. Muito pelo contrário, efetuou os pagamentos mensais do seu protegido lançando mão, ilicitamente, de dinheiro público retirado dos salários propositalmente aumentados, até em dobro, dos seus funcionários comissionados.

 

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