Há exatos 13 dias, quando se tornou pública a quebra do sigilo de uma conta bancária apontando possíveis irregularidades, vem imperando na Câmara Municipal e junto de sua Comissão Investigadora o mais completo silêncio e não se fala uma palavra sequer sobre quaisquer resultados ou providências tomadas na CPI apuradora de denúncias na administração do prefeito de São Gotardo, Seiji Eduardo Sekita.

Câmara Municipal a passos lentos não fala com o povo

Câmara Municipal, a passo lento, não fala com o povo

Nas mensagens a este site ou via redes sociais e e-mails, a população vem manifestando suas inquietações, preocupações, críticas e muita estranheza quanto ao rumo dos trabalhos por ela considerados  muito lentos e indicativos de poucos resultados práticos, levando-se em conta que estourou o prazo de 90 dias para conclusão do processo e já se faz uso de mais 45 solicitados à presidência do legislativo.

Rotineiramente, denúncias apontando as razões justificativas de tal  lentidão nos trabalhos – mas sem apresentação de provas convincentes – chegam a este site,  algumas delas impregnadas de suspeitas acusando supostos acordos  e articulações passíveis de barrar os trabalhos. Não obstante, jamais as tornamos públicas. É do nosso dever priorizar o relevante compromisso de preservar a autoridades das pessoas nomeadas para condução do processo.

De fato, o presente sistema aparentando pouca transparência, adotado em São Gotardo, está longe de poder ser equiparado aos métodos convencionais de todas as CPIs  nas quais as comissões investigadoras, através dos seus presidentes, mantêm contatos diretos e rotineiros com representantes da imprensa no sentido de bem informar a sociedade, por ser exclusivamente em nome dela, dos seus interesses principais,  que se instala um processo dessa natureza.

Assuntos relacionados ao gerenciamento da coisa pública, diretamente afetos ao dia a dia de uma população que também paga caro pelos serviços oficiais recebidos, não podem ser tratados sob o contingenciamento apenas dos interesses do legislativo, sob pena de geração de polêmica. Tais marasmos são aproveitados exatamente pelas pessoas interessadas exclusivamente no objetivo de abafar as denúncias pelas quais se determinaram a abertura do inquérito.

Não há dúvida de que a morosidade da Câmara em torno das investigações, sem a existência de nenhuma autoridade para dar satisfações públicas sobre seus atos, geram graves riscos de rebaixar esta CPI ao mesmo nível daquela instaurada contra o ex-chefe executivo Edson Cezário Oliveira quando se verificaram nos objetivos  de sua instalação apenas  mesquinhas pressões mirando  chantagear o então mandatário na tentativa de forçá-lo à concessão aos seus pleitos. Neste sentido, os presentes trabalhos estão longe do esperado. Uma CPI que deseja a opinião pública do seu lado não pode se furtar da transparência.

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