Câmara Municipal em clima de suspeição

Câmara Municipal sob a pecha da suspeição

Conduzida e fundamentada em um leque de fartas provas colhidas, inclusive,  por investigações  das polícias de São Gotardo e Rio Paranaíba,  através das  quais se caracterizou a ocorrência de graves crimes de responsabilidade e improbidade administrativa, a CPI instalada contra atos do prefeito Seiji Eduardo Sekita e seu vice Carlos Camargos está no caminho de se transformar em cínico espetáculo circense, para não dizer jogo de cartas marcadas daqueles tipos de mesas sedutoramente cacifadas com pacotes de dinheiro.

Neste dia 12, a partir das 17 horas, durante reunião na Câmara Municipal, quatro vereadores sob a liderança do colega Claudionor Anicésio Santos, sem apresentarem quaisquer justificativas merecedoras de credibilidade, jogaram água fria em todo o processo investigativo (até então ocorrendo em clima de transparência) quando tomaram a decisão bem-sucedida de obstar uma pedido da Comissão Investigadora solicitando mais um prazo de 90 dias em face da necessidade de se ampliar os trabalhos.

Seguiram os passos de Anicésio Santos os vereadores Mauri  Inácio, Waldivino Honorato, Célio Martins Reis e José Geraldo Silva, não se incluindo os dois membros da base partidária do prefeito, considerados  como normais e naturais obstáculos desde o princípio. Assim, a repentina manobra possibilitou sete manifestações contrárias ao pedido de prorrogação do prazo, agora, reduzido para apenas 30, além de deixar indagações e suspeitas gravíssimas de que tão expressiva manifestação já reflete o resultado antecipado da CPI, a ser votada, em plenário, entre os dias 15 e 25 de maio próximo.

A noite de ontem foi, de fato, muito agitada na Câmara que teve também reunião para formalização de uma comissão visando investigar queixas do quadro de professores municipais frente a denúncias de não pagamento de prêmios e repasses de verbas do FUNDEB nas quais o principal acusado é exatamente o governo do prefeito Sekita. 

Delegou-se ao vereador Claudionor Anicésio a missão de liderar a comissão, mas a notícia espalhada, ainda ontem á noite, de que os obstáculos por ele criados na condução da CPI beneficiariam o prefeito, criou um clima de tensão e  desconforto junto aos professores, agora, completamente descrentes  no sucesso de suas medidas. Eles já suspeitam de um “jogo de faz de contas”  e que Anicésio também não se posicionará contra a prefeitura, em defesa da área de Educação.

Boatos e intrigas envolvendo o nome de Claudionor eram  ouvidos, a todo momento, até nas esquinas de ruas, entre eles, o de que, pela intermediação do vice prefeito de São Gotardo, ele teria sido contemplado com concessão de recolhimento de lixo, em Campos Altos. O contrato, por um período inicial de 90 dias, estaria em nome do militar aposentado João de Deus, o mesmo que figurou  como réu na CPI criada contra o último mandatário Edson Cezário de Oliveira.

Outra denúncia é de que o referido político, nas últimas eleições, como presidente da Câmara, forjou uma declaração permitindo condições legais ao candidato Paulo Uejo de participar das eleições, até então impossibilitadas, juridicamente. Quem fez a denúncia, um cidadão merecedor de credibilidade, se comprometeu apresentar cópia do documento, caso seja necessário. (Este site está à disposição de Claudionor, para os devidos esclarecimentos)

Verdade seja dita, a reunião da Câmara, ontem à noite, mergulhou os meios políticos de São Gotardo em crise profunda. Na tentativa de contornar a situação, o vereador Onofre de Oliveira está mantendo contatos com todos os colegas, acreditando ser ainda possível restabelecer o clima anterior.

Um advogado de São Gotardo, que auxilia a editoria deste site nas avaliações da CPI contra Sekita, faz as seguintes considerações: “eu não poderia jamais afirmar se está havendo ofertas de propinas. Só digo uma coisa! No caso de o prefeito permanecer no cargo, o futuro político de São Gotardo ficará muito complicado e não será tranqüilo para o executivo e nem para o legislativo. Todos amargarão quase três anos de muito descrédito e suspeitas.  Temo pelo futuro da cidade.  Se, por um lado, o  executivo municipal  já não merece a confiança do povo, a mesma avaliação será feita em relação aos vereadores.

– Enfim, serão dois poderes rejeitados e desprezados pelo povo num processo de completa desqualificação do qual não escapará nem mesmo quem votar pela cassação. A população acabará  avaliando tudo como se  uma trama envolvendo todo mundo. Ninguém estará imune de suspeitas. Quero ver como, posteriormente, eles aparecerão em público, sabendo-se que o voto, agora,  será aberto, em alto e bom som, conforme manda a Constituição. Duvido que qualquer um deles venha a ser reeleito. É só lembrar dos vereadores que impediram a cassação do prefeito anterior. Nossos políticos não percebem o quanto o eleitor está revoltado”, conclui.

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