Foi disparado, de uma distância a milhares de km de São Gotardo, no Alto Paranaíba, o último e poderoso míssil que, definitivamente, explode e manda para a cesta de lixo o projeto mentiroso da empresa Verde Fertilizantes, de exploração de potássio nos maciços do Rio Indaiá.

Tempo se encarregou de comprovar todas as denúncias do geólogo Gervásio Ferrari

Tempo se encarregou de comprovar  as denúncias de Gervásio Ferrari

E ele chegou, via internet, de Toronto, no Canadá, onde a maior bolsa de valores do mundo em investimentos de mineração   torna público, visando esclarecer seus acionistas,  as opiniões científicas de três geólogos e um engenheiro agrônomo, da conceituadíssima Universidade Nacional de Brasília (UNB), que atestam a completa inviabilidade econômica da rocha verdete.

Seus diagnósticos estão em perfeita sintonia com os do colega mineiro Pedro Gervásio Ferrari que, há quatro anos,  denuncia o empreendimento como uma farsa.

Cristiano Velloso: fantasias virando fumaça. Vai ter de esclarecer graves suspeitas contra ele

Cristiano Velloso: fantasias virando fumaça. Vai ter de esclarecer graves suspeitas contra ele

O internauta por acaso desejoso de comprovar as informações verificará também que, naquele país,  uma ação da Verde Fertilizantes ou Verde Potash PLC vale apenas 0,48 centavos de um dólar, mais ou menos R$ 1,00  e,  há cerca de l4 meses,  não encontra  sequer um investidor com coragem de apostar no seu investimento mineiro do Rio Indaiá. Consta também das informações que a VF ainda não apresentou  o balancete de 2012 sobre sua saúde financeira, algo inadmissível para quem deseja investir.

A bolsa de Toronto  ainda destaca três citações do Centroesteurgente e uma no nome   do próprio editor do site tiradas entre dezenas de reportagens publicadas nos últimos quatro anos,  denunciando irregularidades envolvendo a firma.

Os quatro nomes da UNB apontados pela bolsa de Toronto são autoridades respeitadíssimas nos meios acadêmicos: Éder de Souza Martins, geólogo e pesquisador da Embrapa Cerrados; Claudinei Gouveia de Oliveira, geólogo e professor associado do IG-UNB; Álvaro Vilela de Resende, engenheiro Agrônomo/UFL, D.Sc. em Ciências do Solo; e Marcello Silvino Ferreira de Matos, Geólogo, recém-graduado.

A conclusão deles exposta na bolsa de valores de Toronto desmascarando de vez as mentiras da Verde Fertilizantes é a seguinte: (….) “os minerais feldspato potássico, carnalita, biotita, leucita, muscovita e as rochas sienito nefelínico, mica xisto, clorita xisto e verdete foram testados por vários processos hidrometalurgicos. Receberam os necessários tratamentos químicos ou térmicos para aumentar a solubilidade das rochas, mas ficaram demonstradas suas inviabilidades econômicas pelo elevado custo do processamento industrial. Enfim, as estratégias testadas não constituem vantagem competitiva em relação ao fertilizante solúvel, o tradicional (KCl)”.

Em palavras resumidas, os professores da UNB e Gervásio Ferrari estão querendo dizer que não existe, em qualquer parte do mundo, uma tecnologia capaz de viabilizar, economicamente, o potássio contido em menos de 6 % na rocha verdete, nos maciços do Rio Indaiá. Segundo Ferrari, a descoberta de um processo pode demandar tempo e, provavelmente, ocorrerá através de revolucionária ciência, via microrganismos. Por conta de potássio, portanto, a Verde Fertilizantes não tem mais o que fazer nos municípios de São Gotardo e Matutina.

Presidente Claudionar Anicésio já estava cansado de tantas dúvidas e suspeitas

Presidente Claudionar Anicésio já estava cansado de tantas dúvidas e suspeitas

Como se vê, foi necessário um diagnóstico vindo do exterior para se confirmar aquilo que Ferrari já repetia, há mais de quatro anos. No Brasil e em Minas Gerais, mais especificamente nos municípios de São Gotardo e Matutina, as tapeações da VF só não foram recentemente desmascaradas, em definitivo, em decorrência  de um apoio surpreendente por ela recebido de onde menos se esperava: da própria Justiça

Isso mesmo! Pasme-se, a empresa acabou ganhando sobrevida exatamente por causa de providencial e privilegiado favorecimento a ela dispensado pelo Ministério Público de Minas Gerais através do ex-promotor de São Gotado, Cleber Couto e seu colega de Patos de Minas, Marcelo Maffra.

Mesmo depois de metralhada mortalmente por acusações de Ferrari, ela, surpreendentemente, vinha respirando após receber dos dois representantes do MP o direito de contratar um escritório técnico para executar perícias no próprio projeto dela, pelas quais pagou R$ 150 mil, antecipadamente. O caso virou alvo de chacota nos meios jurídicos. Afinal, como poderia o referido escritório demonstrar  isenção  ética no caso de se ver obrigado a dar bomba no projeto da própria firma que lhe contratou, a peso de ouro?

GOLPE DO BILHETE PREMIADO

E é bom que se saiba: essa  fase  pericial ainda não foi iniciada, devendo ser marcada para os próximos dias. Apesar da sentença de morte em torno do projeto, anunciada pela bolsa de Toronto, não se deve arrefecer, em momento algum as providências já iniciadas pela Câmara Municipal de São Gotardo, buscando inclusive punições. A empresa, em quatro anos, não trouxe nenhum benefício para São Gotardo e Matutina. Só promessas e mentiras das quais se beneficiou para investimentos no mercado acionário.

Nesse sentido, o presidente da Casa, Claudionor Anicésio, deve levar em frente as medidas anteriormente anunciadas de questionar a empresa, em âmbito judicial, exigindo esclarecimentos sobre todas as dúvidas e graves suspeitas ora pesando contra ela. Por exemplo, a de ter fraudado um relatório de impacto ambiental destinado a enganar autoridades políticas e financeiras, de duas cidades, de olho em gordos recursos estimados em R$ 6 bilhões do Banco Mundial e BNDES. Para esta finalidade, Anicésio até já pactuou com a reitoria da Universidade Federal de Viçosa, de Rio Paranaíba, a liberação de um geólogo e um engenheiro químico que irão confrontar a perícia técnica contratada pela própria VF.

Rio Indaiá sempre ameaçado por empreendimentos desonestos

Rio Indaiá sempre ameaçado por empreendimentos desonestos

Nem se pode esquecer que as populações de duas cidades, em 27 de novembro do ano passado, foram alvos de uma verdadeira encenação circense realizada no Parque de Exposições de São Gotardo, completamente lotado por quase mil expectadores quando lhes foi vendido com muita competência o golpe do bilhete premiado. Quem estava lá deve se lembrar o quanto os homens da VF eram aplaudidos estrepitosamente a cada mentira pronunciada em tom de verdade cristalina.

Também não se deve menosprezar que investidores paralelos, acreditando, durante mais de quatro anos, nos sonhos plantados de grandes riquezas a serem geradas na região, colocaram grossos cabedais em empreendimentos locais. São Gotardo ainda corre o risco de passar pelo mesmo processo do município de São João da Barra, no Rio de Janeiro, que teve suspenso os investimentos nas obras do Superporto do Açu, de Eike Batista, presentemente, em extrema dificuldade,  deixando a cidade em situação de bancarrota.  Lá, pelo menos, houve um investimento gigantesco que pode ser visto a olho nu, mas sua população flutuante de quase 100 mil pessoas já abandonou a localidade, provocando falência de supermercados, hotéis, farmácias, pousadas, restaurantes, imobiliárias, fechamento de instituições financeiras e desemprego em massa.

Há quatro anos, este site vem denunciando, através do renomado geólogo Pedro Gervásio Ferrari, toda a montagem artificial criada em torno desse golpe do bilhete premiado cuja base de convencimento das populações de São Gotardo e Matutina sempre foram promessas vãs. Há de se reconhecer que elas tiveram boa acolhida dos políticos e lideranças rurais expressivas, seja pela ingenuidade, seja pela cumplicidade interesseira, a partir de Vila Funchal, “Gordura”, onde o suposto complexo do empreendimento seria instalado.

Em momento algum, a editoria do Centroesteurgente se deixou enganar e continuou levando  aos executivos da Verde Fertilizantes  freqüentes perguntas de ordem técnica e científicas formuladas por Gervásio Ferrari, mas que nunca tiveram respostas, conforme o leitor deve se lembrar muito bem.

Fora do Brasil, os referidos executivos  sempre foram apresentados  como se donos de projetos minerais de todos os tipos, sem no entanto  possuírem  sequer um pequeno galpão, em qualquer parte do país, justificativo da existência de atividades, não obstante seus competentes lobbys abrangendo a Cerrado Verde, Verde Potahs e Verde Fertilizantes mostrem fotos de minas e maquinários moderníssimos em plena operação.

 (ESTE SITE SEMPRE MANIFESTOU  PÚBLICA E CLARA  DISPOSIÇÃO DE SE COLOCAR À INTEIRA DISPOSIÇÃO DA FIRMA VERDE FERTILIZANTES PARA DEVIDOS ESCLARECIMENTOS, OFERECENDO-LHE  O MESMO DESTAQUE,  A RESPEITO DOS FATOS ENVOLVENDO SUAS ATIVIDADES)

 centroesteurgente@yahoo.com.br

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