Claudionor Anicésio, postura silenciosa e falta de transparência

Claudionor Anicésio: postura silenciosa e falta de transparência. Projeto de tamanhas responsabilidades não pode ser articulado às escuras

É de se supor,  pelo menos em tese, que os 13 vereadores de São Gotardo listados, abaixo,  são pessoas decentes conduzidas à Casa Legislativa como procuradores temporários dos legítimos interesses do município. Ora, mas se, de fato, estão imbuídos dos sagrados  deveres inerentes desta virtude não podem se calar diante de gravíssimas responsabilidades, simplesmente, dizendo “amém” a tudo que lhes é apresentado para endosso.

Por isso, lhes fazemos a seguinte pergunta: por acaso algum dos senhores, em nome dos  interesses principais da cidade, dos seus filhos, netos e gerações vindouras, já se deu o trabalho de questionar a honestidade e  idoneidade do empreendimento  de potássio da empresa Verde Fertilizantes?

Se por ventura ainda não o fizeram, gostaríamos de lembrar. Questionar projetos  não equivale a  posicionar-se  contrário, criar obstáculos, pelo simples prazer de fazer oposição. Muito pelo contrário, significa, antes de tudo, o pleno exercício de suas obrigações na elaboração de leis, zelar pela coisa pública e fiscalizar as ações do executivo municipal.

Apresentação do RIMA no  Parque de Exposições de São Gotardo foi um picadeiro armado no qual todas as autoridades e lideranças presentes fizeram  de idiotas o povo de São Gotardo e Matutina. Para ter valor legal de audiência pública necessitava da autorização do COPAM com aviso antecipado publicado em jornais de grande circulação nacional.

Apresentação do RIMA no Parque de Exposições de São Gotardo foi um um circo de picadeiro armado no qual todas as autoridades e lideranças presentes enganaram  o povo de São Gotardo e Matutina. Para terem  valor legal de audiência pública tais eventos necessitam da autorização do COPAM com aviso antecipado publicado em jornais de grande circulação nacional.

Ao que se sabe, até hoje, não existe na mesa diretora  sequer um documento protocolado, por parte de nenhum dos 13 membros,  questionando a honestidade das propostas desta firma. Não se sabe também de nenhum pronunciamento do presidente, sr. Claudionor Anicésio,  cuja conduta de mostrar  pública transparência não tem sido a mais conveniente.

Nunca é tarde para lembrar que suas finalidades  são muito maiores que as de, simplesmente, dizerem “amém”.  Pois dizer “amém” é só o que está ocorrendo, presentemente, na casa onde se representa os nobres interesses da população.

Os vereadores, Marcilon Rodrigues,  eleito com 803 votos; Gilberto Cândido Oliveira, “Ganga”, 542; Onofre Roberto Oliveira, 464; Odair Mussi, 509; Adriano L. Andrade, 455; Maria Madalena Lopes Queiroz, 376; Mauri Inácio Morais, 683; Claudionor Aniceto, 593; Valdivino Honorato Oliveira, 491; Célio Vieira Martins Reis, 651 votos; Genézio Martins, 351; e Ricardo Nunes e José Geraldo Vieira (estes dois pela contagem mínima em decorrência de coligações), têm o dever sagrado, na posição de fiscais do povo, de se posicionarem se são contra ou a favor do empreendimento, explicar os motivos técnicos e científicos de suas decisões, mas jamais permanecer no silêncio carimbando o passaporte da omissão e suspeição, ora caracterizando essa Casa.

Há mais de três anos, o geólogo Pedro Gervásio Ferrari, ex-chefe, durante quase duas décadas, do Departamento de Geologia da CPRM, vem acumulando denúncias seguidas contra irregularidades gravíssimas envolvendo a Verde  Fertilizantes, passíveis de crimes terríveis contra a natureza,  cuja veracidade ficou plenamente evidenciada após divulgação do RIMA desta empresa, em 27 de novembro do ano passado, quando apresentou ao povo de São Gotardo e Matutina seu falso projeto, repetimos, falso projeto,  de exploração de potássio nos maciços do Rio Indaiá.

Para facilitar o trabalho de tais questionamentos por parte dos srs. vereadores, este site volta a repetir as 07 perguntas formuladas por Ferrari aos diretores da VF, no dia 27 de novembro do ano passado, durante  entrevista na cantina do Hotel Bom Tempo, mas que eles  não tiveram capacitação técnica para responder, embora prometessem fazê-lo, em três dias. A entrevista foi um convite feito ao jornalista, pela própria firma.

No caso de receberem ou não respostas convincentes comprovantes  da idoneidade da firma, sem deixar margens a dúvidas, terão cumprido com seus deveres para os quais foram eleitos, inclusive, o de proteger a natureza. Intimamente, suas consciências estarão  em paz com o futuro dos seus filhos, netos, bisnetos, tataranetos e outras tantas gerações vindouras.

Permanecendo dúvidas, exijam, façam valer seus poderes ao sr. Claudionor Anicésio, para ele, obrigatoriamente,  encaminhar o questionário ao Ministério Público, através do novo promotor de São Gotardo,  Sérgio Álvares Contagem, natural de Abaeté,  que tem a função  de solicitar  providências junto ao COPAM. Estranhamente, ante tamanho pacote  de denúncias contra a VF o sr. Claudionor não solicitou quaisquer  levantamentos comprovadores da seriedade, idoneidade e honestidade das propostas por ela apresentadas. São as seguintes perguntas, na íntegra:

Belo Horizonte, 27 de novembro de 2012

 Do site WWW.Centroesteurgente.com.br para:

Diretoria  da Verde Fertilizantes

Prezados senhores,

 Visando matéria a ser publicada envolvendo vossa proposta de exploração de potássio, no verdete, no município de São Gotardo e outros, solicitamos, respeitosamente, desta diretoria executiva, respostas para sete questões, abaixo, formuladas.

 1 – Segundo o Jornal Estado de Minas, baseado em  suas informações, o verdete tem 9,0% de teor de óxido de potássio. A pergunta é: os restantes 91,00%, 910 quilos, o que fazer se suas análises químicas efetuadas no CETEM/RJ (Centro de Tecnologia Mineral, RJ e UFRJ) evidenciaram valores elevados de teores de silício, alumínio e ferro que são os constituintes mais abundantes nos solos brasileiros e teores baixíssimos e ou ausentes de cálcio, magnésio e fósforo que são vitais ao crescimento vegetativo?

 

Gervásio Ferrari: perguntas que nunca tiveram respostas

Gervásio Ferrari: perguntas que nunca tiveram respostas

2 Qual o prazo para lançamento do produto no mercado, sabendo-se que para a implantação da unidade industrial tem de cumprir as exigências legais de elaborações do RIMA e dos LICENCIAMENTOS DE INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO, que são alicerçados nos atestados de qualidade emitidos pelo MINISTÉRIO DA AGRICULTURA que abordam os itens de composição química útil; dosimetria; solubilidade; componente tóxicos; ensaios agronômicos que incluem as variedades de culturas favoráveis e desfavoráveis, tipos de culturas se perene ou de ciclo curto em sistemas convencional ou orgânico?

3 – Como e quando vão apresentar relatório para atender o principio de “ir e v ir” da constituição brasileira, tendo em vista, a enorme área requerida junto ao DNPM que pode fechar acessos viários e caminhos de tropeiros tradicionais?

 4 – Supondo as possibilidades de paralisação temporária, desistências de áreas requeridas e/ou encerramento de projeto, a pergunta é: como será o procedimento indenizatório aos proprietários de terra pelos impactos ambientais causados pelos trabalhos de pesquisa mineral?

Em entrevista na cantina do Hotel Bom Tempo, diretores da VF, entre eles, Milson Mundinho que preferiu se esconder da câmara, receberam o disquete com sete perguntas. Prometeram respondê-lo, em três dias, mas não o fizeram, por falta de capacitação técnica.

Em entrevista na cantina do Hotel Bom Tempo, diretores da VF, entre eles, Milson Mundinho que preferiu se esconder da câmara, receberam o disquete com sete perguntas. Prometeram respondê-lo, em três dias, mas não o fizeram, por falta de capacitação técnica.

 5 – Pelo jornal EM (27/10/2012) a empresa pretende produzir cloreto de potássio a partir do óxido de potássio em 2015 com uma produção de 1.196 milhão de toneladas que subirá para 3 milhões de toneladas anuais em 2019, mas no momento só pretende comercializar o termopotássio. A pergunta é: Qual é a razão desta decisão e qual é  o produto carro chefe do projeto? A inexistência mundial do processo de geração de óxido de potássio insolúvel em cloreto de potássio altamente solúvel (em torno de 98%) pode acarretar acréscimo ao preço final tendo em vista o pagamento da patente ao descobridor? A mesma unidade industrial vai servir aos dois produtos?

 6 – Pergunta de natureza cientifica: gostaríamos de saber as características do óxido de potássio, se é um material duro, macio, adstringente, solúvel como o cloreto de potássio e o sal de cozinha (cloreto de sódio) e a cor?

 7 – Qual é a previsão da empresa para o registro da patente do processo da produção do cloreto de potássio a partir do óxido de potássio?

E desejaríamos também saber o nome da empresa e o corpo técnico da elaboração do RIMA

                                    Nossos agradecimentos,

                                              WolneyGarcia                          

wolneyagarcia@yahoo.com.br

centroesteurgente@yahoo.com.br

(Ao presidente da Câmara Municipal de São Gotardo, demais autoridades e diretores da VF,  este site está franqueado para esclarecimentos em torno do assunto)

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