(Caso  a área do lixão  tiver mesmo  servido de forno crematório para  importantes documentos contendo décadas de  registros  rotineiros sobre a vida  da cidade  os prejuízos não serão apenas  de ordem  material e histórica, mas também de ordem  moral, principalmente, em se tratando de assunto rigorosamente obrigatório de acompanhamento e controle através da Secretaria Municipal de Educação e Departamento de Cultura)

                         

                                (editorial)

         

                “E O PRÉDIO AMARELO DE SÃO

              GOTARDO? POVO QUER SABER!”

Muito mistério rondando esse prédio

Muito mistério rondando esse prédio

Ao sr. prefeito Seiji Eduardo Sekita,

Ao  sr. vice prefeito Carlos Camargos,

A secretária  de Educação Marilene Teodoro

À diretora  de Cultura Maria de Lourdes C. Urbano,

“A excelência e a importância dos cargos  que os srs. ocupam comprovam o alto conceito e merecimento dos quais desfrutam  em São Gotardo, virtudes estas, certamente, levadas em alta  consideração  quando de suas escolhas. Portanto, no comando deles,  sempre em nome dos interesses legítimos da sociedade, não se pode esperar de autoridades idôneas outras decisões além daquelas com  a marca de competência e da plena transparência.

Sr. Prefeito, nesse caso, a varinha mágica se chama "democracia"

Sr. Prefeito, nesse caso, a varinha mágica se chama democracia

Esta é a lógica rotineira a ser seguida pelo servidor público quando no exercício de suas atividades. Dentro desta visão, a  interdição do edifício identificado no acervo histórico local pelo nome de “Prédio amarelo”, sem as devidas explicações, atenta contra os obrigatórios deveres de transparência  sobre atos administrativos, deixando margens para suposições de desconfianças  quanto aos reais motivos desta  decisão.

Trata-se de  surpreendente  e autoritária  atitude geradora de perigosas indagações, pois se ela   ocorre em torno do fechamento de um edifício histórico  quais seriam as conclusões  a serem tiradas, futuramente,   no caso de outras  medidas  de censura  visando   obstar  informações   sobre  denúncias de improbidade na aplicação de recursos públicos?

Este governo municipal  jurou compromisso de total transparência e honestidade nos atos administrativos. Portanto,  está moralmente impedido de  incorrer em tais equívocos  atentatórios aos  princípios éticos que, inclusive,  servem de orientação à própria cúpula local do seu partido de sustentação  radicalmente comprometida com os ideais democráticos do livre exercício da imprensa  na  fiscalização das  atividades públicas.

Tudo que a sociedade deseja é tomar conhecimento, com inteira justiça,  dos laudos técnicos motivadores da decisão pelo esvaziamento e interdição do referido bem público assim como as medidas de recuperação e destinação futura de suas  instalações. Nada mais nada menos que fazendo uso dos seus plenos direitos previstos em lei.

Aquele edifício abrigou diversas instituições de ensino. Nos arquivos até então lá existentes estavam registrados os nomes de milhares de jovens que nele estudaram, as notas de avaliação em torno dos seus aprendizados  bem como outros preciosos documentos e relatórios.

Já se especula com a gravíssima acusação, por culpa decorrente de tais censuras, que toneladas de pastas  depositadas no terceiro andar do edifício foram queimadas no lixão da cidade.

Caso  a área do lixão tiver mesmo servido de forno crematório para importantes documentos contendo décadas de  registros rotineiros sobre a vida  da cidade os prejuízos não serão apenas de ordem  material e histórica, mas também de ordem  moral, principalmente, em se tratando de assunto rigorosamente obrigatório de acompanhamento e controle através da Secretaria Municipal de Educação e Departamento de Cultura.

Ano  que vem, a estratégica  pasta de Educação sob o comando de Marilene Teodoro correrá riscos de  passar por momentos delicados, considerando-se que a maioria dos prefeitos já se mostra em clima de rebeldia contra o aumento de 19 % no  piso nacional das professoras do ensino básico. Imagine-se o que poderá acontecer  na hipótese, em São Gotardo,  do mesmo clima de censura denunciador de  insensibilidade e desrespeito como respostas às reivindicações  desta classe, há muito, recebendo salários corroídos e incompatíveis com a dignidade da profissão”

 

(Por período indeterminado, o Centroesteurgente vai repetir esta mesma matéria no alto de página para que a sociedade possa ter seu próprio julgamento em torno das situações envolvendo o “Prédio Amarelo”)

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