Desde as 17 horas desta última terça feira a equipe de auditores  da Câmara Municipal de São Gotardo tem em mãos os documentos fiscais originais sob suspeita de superfaturamento e fraudes nas licitações de compra de remédios, que o prefeito Seiji Sekita, por força de liminar, foi obrigado a entregar.

Os levantamentos detalhados da papelada vão desvendar, nos próximos dias, quais os motivos levaram o governante a tantas tentativas de postegar a entrega, mas uma avaliação superficial, feita na hora, permitiu aos auditores a conclusão de que coisas muito podres deverão  aparecer  tornando insustentável a situação de Seiji Sekita.

Prefeito já não tão confiante como dia do pleito

Prefeito já não tão confiante como no dia do pleito

Um dia antes, na segunda feira, o secretário de Administração e alguns funcionários da Prefeitura, sem solicitar a presença de nenhum membro da Câmara ou dos auditores, descarregaram na Casa Legislativa quase cem quilos de documentos. Tal iniciativa foi considerada uma surpresa, pois nasceu dela a esperança de que Sekita estivesse desejoso de colaborar, se antecipando à Comissão de Investigações.

Mas bastou uma simples verificação para se confirmar que toda a documentação lá deixada não atendia às determinações do juiz Ademir Bernardes Araujo Filho. Apenas cópias de documentos fiscais  (xerox) estavam sendo disponibilizadas e todas elas misturadas, fora da ordem cronológica, a centenas de papéis também referentes a aquisições na área da Educação. Cópias de documentos não podem ser aceitas, nestas ocasiões, pois sempre sugerem hipótese de fraudes.

Tratava-se de clara tentativa de dificultar e atrapalhar os levantamentos, além de acintosa afronta ao Judiciário. Por volta das 16 horas daquele dia, alguns vereadores e auditores contratados em Araxá se dirigiram à Prefeitura. Após muita discussão, finalmente, foi entregue a papelada que deve decidir o futuro do atual mandatário.

Na verdade, a não ser atrapalhar o trabalho dos auditores, o prefeito já nada podia fazer. No Tribunal de Justiça, para onde apelou com dois recursos na tentativa de anular a decisão do juiz Bernardes Araujo, foi derrotado, fragorosamente.

 

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